quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Perdão e Gratidão


           Estive pensando sobre o perdão e a gratidão. Li muito e um artigo de Saul Brandalise Jr. me chamou a atenção e vou transcrever um trecho: “Os sentimentos negativos destroem a nossa vida. Ódio e mágoa associados ao nosso dia-a-dia impossibilitam de viver a plenitude da felicidade Uma vida saudável não começa nos exercícios físicos feitos diariamente. Sua porta de entrada mora, reside, e é sólida quando estamos em profundo estado de perdão. Saber perdoar é a dobradiça desta porta. A chave é perdoar, mas ela só se movimenta quando efetivamente exercemos o perdão, sentirmos e nos arrepiarmos de plenitude.”

      Realmente, o perdão que vem de dentro de nossa alma é que nos deixa em paz com o mundo, que nos faz viver em plenitude. Mas, não é  aquele perdão só de aparência, aquele “perdãozinho” que “concedemos” apenas da boca para fora, só para ficarmos “bem no retrato”...

      Não  é uma coisa fácil de se fazer, perdoar é muitas vezes muito difícil, exige muita força interior, muito exercício diário.

      Olhando para trás, vemos quantas vezes fomos ofendidos, injuriados, agredidos. Será que perdoamos realmente aqueles nossos desafetos?

      Ao fazermos nossa oração diária, pedimos a Deus que perdoe nossas ofensas assim como perdoamos àqueles que nos ofenderam. Será que podemos, conscientemente, afirmar que perdoamos? As mágoas vão se acumulando, vão nos roendo interiormente e, quando abrimos nossos olhos, estamos com uma mala cheia de ressentimentos, uma mala cada vez mais pesada, um fardo que carregamos durante longos anos. Não é mais fácil esvaziar esse baú de mágoas, perdoando do fundo do nosso coração? A carga se vai e nós podemos trilhar a estrada com muito mais facilidade. Nossa vida fica, no mínimo, mais leve...

      E a gratidão? Esse sentimento tão pouco vivenciado, muitas vezes não tem lugar em nossa vida. E nós sempre temos tanto a agradecer... A gratidão deveria fazer parte integrante de nossa vida, em todos os momentos, em todas as situações.

      Muitas vezes recebemos amizade, afeição, favores e nem sequer percebemos – ou achamos mais cômodo não tomar conhecimento... Talvez a mesma pessoa que um dia nos ofereceu seu ombro amigo, muito tempo depois pode, mesmo sem querer, ter alguma atitude agressiva, não condizente com a amizade. E aí, nós a consideramos uma inimiga. Não lembramos a amizade anterior, deixamos que a mágoa sufoque todos os outros sentimentos bons. Somente quando perdoamos, do fundo do nosso coração, podemos voltar a sentir a mesma amizade, a sentir a gratidão.

      Um bom exercício diário é lembrar de todos os nossos amigos – e desafetos também – pensar nos bons momentos que passamos juntos, nas coisas boas que nos aconteceram, e agradecer a Deus pela vida de todos eles. Mesmo quando temos problemas, alguma lição podemos tirar dessa situação. E só temos a agradecer pela oportunidade que esse problema nos deu para que possamos prosseguir pela estrada da evolução. Sim, porque sem problemas, sem essas lições que a vida nos dá, não poderíamos evoluir, crescer como pessoas.

      Usemos, pois, a “chave” do perdão para que a porta se abra e possamos viver uma vida mais saudável, mais plena, mais consciente. Uma vida repleta de realizações, mas, sobretudo, repleta de gratidão.
Texto de Cecy Kirchner
Foto Ilustrativa

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