O gênero humano não é um
elemento à parte neste planeta. Ele está interligado a tudo o que
existe, desde os elementos minerais, vegetais, animais, gazes atmosféricos,
energias e tudo o mais. O homem forma com a Natureza um conjunto inseparável,
pois é graças à ela que ele se formou e se mantém. A natureza é um bem comum de
todos e não apenas do gênero humano. Temos que usá-la e dividi-la com os
animais e vegetais, para que o equilíbrio do conjunto não se quebre.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Ilusão
Há pouco tempo, conversando com
uma pessoa conhecida, ela me contou histórias mirabolantes, todas com aquele
tom de “é verdade!” Várias vezes, durante a conversa, tive vontade de dizer:
“Ei! Acorde! Você está viajando!” Mas fiquei quieta e refleti. Muitas vezes
criamos em torno de nós um mundo ilusório, um mundo onde possamos nos abrigar
das mazelas do mundo. E acreditamos que esse mundo existe...
Não quero dizer que não devemos
sonhar. O sonho é uma coisa positiva,
domingo, 6 de outubro de 2013
Multiplicidade na Unidade!
Os sentidos exteriores nos mostram uma
multiplicidade infinita de formas, cores, energias, movimentos, ações e
reações, que nos deixam aturdidos diante de um espetáculo fascinante. A
natureza nos assombra com revelações fantásticas das combinações entre os
reinos mineral, vegetal e animal, deixando cientistas e filósofos pasmos diante
do milagre da vida.
O ser humano, com sua atuação
criativa, vem aumentando essa diversidade em todos os níveis, manipulando
associações de elementos para inventar outros mais complexos, copiando a
natureza e acelerando o processo. Aprendeu observando as associações naturais
de elementos simples.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Não viemos a passeio...
Muitas vezes ouvimos alguém dizer que
a vida não vale a pena ser vivida. Pessoas se sentindo derrotadas são mais
comuns do que possamos imaginar. E esses conceitos derrotistas se fazem
presentes em nosso dia-a-dia. Precisamos tomar muito cuidado para não sermos
contaminados por esses conceitos.
Todos nós que hoje nos encontramos no
planeta Terra, não estamos aqui por acaso e nem a passeio. Todos nós viemos com
uma missão a cumprir. O importante é descobrirmos qual é essa missão,
terça-feira, 3 de setembro de 2013
A decisão é só nossa!
O mundo está passando por
transformações e nós não podemos ficar parados, estacionados, apenas esperando
ser impulsionados em nossa evolução pelas dores, pelo sofrimento, pelos
problemas. É necessário que entendamos o que eles significam em nossa vida,
qual a lição que nos trazem. É preciso que nos fortaleçamos com a fé, a
paciência, o amor. Eles são o remédio para todos os nossos males.
Precisamos sair de nossa estreita
visão dos problemas que nos afligem e olhar a estrada já percorrida. Por
certo, ao final dessa estrada, todas as nossas dores se tornarão apenas
pontinhos em nossa evolução.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ninguém é dono da verdade!
Quatro cegos caminham juntos por uma
estrada, num país estranho. No trajeto, ouviram um caminhão de som que
anunciava a chegada de um circo. Movidos pela curiosidade, procuraram o
treinador pedindo explicações sobre o elefante, animal que desconheciam.
Foram levados até o animal:
– Venham sem medo, toquem e tirem suas
próprias conclusões.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
A visão divina do homem (Parte IV)
Eles ensinaram que toda criatura
humana tem uma herança divina em si mesmo, em seu íntimo. Deixaram marcos
indicando os caminhos que conduzem à posse dessa herança. Esses caminhos
são sendas de Evolução, de auto aperfeiçoamento. Não pode ser de outro modo. Se
assim fosse Eles discordariam entre si. Eles nos mostraram diversos caminhos,
mas todos convergem a um único ponto: a Perfeição. É necessário que se escale a
Montanha da Perfeição; de que lado é a escolha de cada um.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
A Visão divina do homem (Parte III)
Toda essa superficialidade sem sentido
cria na vida uma instabilidade muito grande. A criatura comum não tem armas
para enfrentar esses perigos e geralmente cai nessa armadilha. Esta falsa visão
é tão enganosa que nos faz acreditar que estamos sendo vencedores quando, na
realidade, estamos perdendo a todo o instante.
Podemos notar o quanto
é importante a conquista de uma melhor Visão, pois assim pode-se derrotar
o grande inimigo que se mantém às custas da ignorância, da ilusão, do
superficialismo – o personalismo.
terça-feira, 30 de julho de 2013
A visão divina do homem Parte II
Uma prova concreta de que
é possível conquistar-se uma visão Verdadeira, através do esforço
evolutivo, sempre foi dada pelos Grandes Guias da Humanidade, pelos mestres,
santos e sábios de todas as épocas. De um modo geral, entendemos que existem
dois modos de visão: a do homem comum que vive no mundo e a dos Seres
Iluminados. Uma é limitada e imperfeita, pois vê apenas os efeitos exteriores
da Realidade, e outra Divina, ou seja, completa, pura, perfeita, que vê os efeitos
e também as causas.
terça-feira, 23 de julho de 2013
A visão divina do homem (Parte I)
Nossos pontos de vista variam. Vemos
segundo nossos padrões individuais.
Se, ao subirmos uma montanha,
observarmos ao redor, notaremos que o panorama vai se modificando a cada passo
dado para cima. Quando estamos no vale, lá embaixo, nosso campo visual será
limitado e teremos uma visão muito restrita da região onde estamos. Na medida
em que subimos, nossa vista atingirá locais antes desconhecidos e
compreenderemos melhor, de modo mais amplo e verdadeiro, onde estamos.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Que tal repensar a vida?
Existem momentos em nossa vida em que
paramos para pensar. Nessas horas, o passado vem à tona como alicerce para a
avaliação. Que fizemos de nossa vida? Que fizemos daqueles dons que recebemos
ao nascer? Será que usamos corretamente todas as nossas potencialidades?
Se pudéssemos voltar no tempo e
começar a vida toda de uma maneira diferente, porém com a consciência que temos
hoje, seria uma verdadeira maravilha. Por certo, não cometeríamos nenhum erro,
faríamos tudo bem diferente... É, mas isso é impossível. A única coisa que
podemos fazer é voltar nossos olhos, examinar todas as nossas atitudes,
classificá-las e tentar não cometer mais os mesmos erros.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A vida é sempre um recomeço
O final do ano já bate
à nossa porta. E com ele, os nossos propósitos para o ano que se inicia.
É mais um ciclo da vida que chega ao fim. É mais um recomeço. E para
começar com o coração limpo e leve é preciso deixar para trás nossas
mágoas, nossos ressentimentos, para que tenhamos o coração preparado para tudo
o que nos está reservado.
Parece que com todos é assim. No
final do ano colocamos em xeque todos os nossos problemas e dissabores, tomamos
resoluções para o ano que se inicia, enfim, queremos sempre recomeçar. Quantas
vezes já recomeçamos alguma coisa?
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O aperfeiçoamento e o sacrifício
Um bebê, ao nascer, começa uma etapa
de sucessivos aperfeiçoamentos: a criança se desenvolve física, mental e
emocionalmente até que chega a um ponto importante de transformação, e é nesse
momento que aquela condição de criança começa a desaparecer e se inicia o
aparecimento do adolescente. A criatura é a mesma em sua identidade individual,
apenas foi necessária uma nova condição para prosseguir se aperfeiçoando e
evoluindo. A condição anterior já havia esgotado todos os recursos possíveis.
Por isso, uma nova condição com possibilidades maiores deveria surgir, a do
adolescente.
terça-feira, 4 de junho de 2013
É hora de sermos como a flor de lotus!
"Certo dia, à margem de um
tranqüilo lago, encontraram-se quatro irmãos: o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.
– Quanto tempo sem nos vermos – disse
o Fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
– É verdade – disse o Ar. É um destino
bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e
mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Aperfeiçoamento (Requisitos)
Veremos agora certos pontos básicos
para que possamos desenvolver o aperfeiçoamento. Para termos uma melhor visão,
vamos fazer uma comparação com algo material e conhecido.
Por exemplo, se eu tenho uma casa não
muito boa, desejo aperfeiçoá-la. Se eu a considerasse como uma ótima casa,
estaria satisfeito com ela e não pensaria em mudá-la, mesmo que outras pessoas
dissessem o contrário. Mas eu quero realmente aperfeiçoar a casa, pois me
serviria melhor, seria mais útil, mais segura, etc.
Após este primeiro ponto estar bem
determinado, o próximo seria um conhecimento, o mais exato possível, da casa,
como está constituída, para descobrir o que deve e pode ser modificado. Um
conhecimento superficial não é o bastante, é necessário um estudo profundo
antes de qualquer modificação. Caso contrário, poderia mudar o que não deve ser
mudado e ficaria pior do que antes.
O terceiro ponto seria projetar um
modelo daquilo que quero com a reforma da minha casa antiga.
O quarto ponto seria o planejamento
completo para reunir todos os meios e recursos necessários à reforma da
casa.
O quinto e último ponto seria
trabalhar com constância para que a obra se realize e não passe apenas de um
sonho.
No exemplo da casa já notamos a
presença destes requisitos fundamentais ao aperfeiçoamento:
1. Querer verdadeiramente o
aperfeiçoamento;
2. Conhecer com profundidade o que
deve ser aperfeiçoado.
3. Idealizar um modelo como alvo do
aperfeiçoamento.
4. Planejar e reunir meios e condições
favoráveis ao redor do que deve ser aperfeiçoado.
5. Trabalhar com dedicação e perseverança.
Agora, vamos aplicar cada um desses
pontos, focalizando a Aperfeiçoamento do Ser Humano.
Se alguém está plenamente feliz
consigo mesmo, com sua maneira de ser, de sentir e de pensar, o máximo que pode
fazer é sonhar com um auto-aperfeiçoamento e nada mais. Talvez alguma fraca
tentativa seja feita para justificar-se a si mesmo, mas sabe que nada vai
acontecer, pois não há um verdadeiro querer de auto-aperfeiçoamento. Sem este
primeiro passo fundamental, toda teoria que tivermos acumulada, todo estudo,
por mais profundo que seja, não passará de um passatempo intelectual e vazio.
Portanto, é indispensável para o
auto-aperfeiçoamento, que se eliminem primeiro todas as barreiras e
condicionamentos que bloqueiam o verdadeiro querer. Sem isso, jamais teremos a
motivação necessária para fazer um trabalho sério em nós mesmos. Toda tentativa
já estará condenada ao fracasso, pois falta a base sólida de uma vontade firme
de transformação.
Mas, como se pode desenvolver uma
forte vontade de transformação, de auto-aperfeiçoamento? Como criar esse
impulso inicial e indispensável sem o qual nada é possível? Aqui
já começamos a perceber a importância daquele segundo ponto básico já
visto: conhecer com profundidade o que deve ser aperfeiçoado. É necessário que
eu me conheça como eu sou agora, para saber o que pode ser aperfeiçoado. É um
trabalho de auto-análise imparcial, com detalhes os mais exatos possíveis. Sem
esses conhecimentos correria o risco de piorar e não melhorar. Cabe aqui uma
explicação: o conhecimento que aqui se refere não é o de nossa personalidade
superficial, aparente – um nome, uma condição social, meus recursos
intelectuais e financeiros, a aparência ou impressão provocada no exterior, o
conceito de familiares e amigos. Tudo isso são efeitos indiretos, superficiais
e variáveis. Não se trata de conhecer os efeitos produzidos no exterior, mas
sim as causas que geram esses efeitos. Essas causas se encontram dentro e não
fora. Esse conhecimento profundo também não se refere ao Eu Superior e Eterno.
É muito bom termos essa convicção como estímulo ao aperfeiçoamento, mas é muito
mais importante conhecermos, em primeiro lugar, o que nos é mais familiar e
pode ser notado a todo instante, o que está mais à mão.
É muito lógico que, se ainda a
criatura não se conhece nas formas mais simples de si mesma, como poderá saltar
diretamente para outras formas muito mais complexas e refinadas? Se neste plano
em que estamos nós manipulamos e contatamos diretamente muito mais com nossos
corpos físico, emocional e mental, é por essa razão que temos que conhecer
esses corpos, aprender a usá-los e aperfeiçoá-los. Se já tivéssemos feito tudo
isso com perfeição, não estaríamos sempre envolvidos em circunstâncias onde há
predominância do físico, do mental e do emocional. Se um aluno está em uma
escola primária, ele estará sempre rodeado de ensinamentos primários; poderá
ouvir falar que existe o ensino superior, como incentivo ao estudo, mas
enquanto não aprender a utilizar com perfeição os recursos que tem em mãos, não
receberá outros ensinamentos superiores. Existe uma perfeição absoluta em tudo
o que existe, mas está muito além de nossa capacidade de perceber. Portanto,
não podemos rejeitar coisa alguma, senão seremos alunos rebeldes e voltaremos
sempre até aprendermos o que é necessário.
Como então o ser humano, que quer
aperfeiçoar-se, pode se conhecer melhor? A teosofia ensina que temos sete
corpos, sendo que os três primeiros são: um corpo físico, um corpo emocional ou
astral e um corpo mental concreto ou inferior. São esses que nos são mais
familiares e com os quais estamos em mais contato, portanto temos que
conhecê-los muito bem em primeiro lugar.
Sobre nosso corpo físico já temos
muitos dados e informações pelas pesquisas científicas. Mas a ciência vê o
corpo físico como uma causa, a origem dos outros corpos, por isso existem
muitos vazios sem explicação científica. Os ensinamentos teosóficos ensinam que
o corpo que temos é apenas um efeito, uma conseqüência. É a manifestação material
mais densa de corpos mais refinados e superiores. É o nosso instrumento
material através do qual podemos nos manifestar neste mundo material. É sob
este ângulo que devemos conhecer nossos corpos físico, emocional e mental. São
instrumentos através dos quais nós, seres espirituais, nos manifestamos e
atuamos neste plano material. Apesar destes corpos estarem interligados entre
si, existe uma hierarquia entre eles: o físico é o mais denso e inferior, o
emocional ou astral é superior ao físico, e o mental concreto ou mental
inferior, está acima deles.
Podemos, através de livros, ter
conhecimentos muito úteis sobre esses três corpos, mas isso é apenas um
início, é necessário expandir esse conhecimento em nós mesmos, cada um em
si mesmo. O objetivo é o aperfeiçoamento de cada um consigo mesmo. Esse
trabalho de se conhecer é individual de cada um de nós. Não existe um padrão
único de atividades nestes três corpos, principalmente no emocional e no
mental. Eles variam de uma pessoa para outra e em cada ocasião reagem de modos
diferentes. Portanto, só cada um pode observar a si mesmo e se conhecer melhor.
Ninguém pode fazer esse trabalho melhor do que nós mesmos. E é só através desse
conhecimento próprio que saberemos como nos aperfeiçoar. Examinando, comparando
e discernindo tudo o que sentimos e pensamos, só assim saberemos o que deve ser
corrigido e aperfeiçoado.
Somente a partir desse conhecimento de
nós mesmos, sabendo de tudo que se passa dentro de nós, nossas reações, etc., é
que começamos a idealizar um modelo mais aperfeiçoado de nós mesmos. E este é o
terceiro requisito fundamental ao auto-aperfeiçoamento.
Texto de Iran Kirchner
Foto ilustrativa
quinta-feira, 16 de maio de 2013
AMOR – A primeira e a maior de todas as forças
Um texto da escritora Eva Pierrakos,
autora do livro “O Caminho da Autotransformação” caiu-me nas mãos e passo a
transcrevê-lo.
“Se os sentimentos são tolhidos, o
amor não pode crescer.
Não considerando a religião, a
filosofia ou a doutrina que sigam, todos vocês sabem que o amor é a primeira e
a maior de todas as forças. Em última análise é a força única. Mas a verdade é
a seguinte: como você pode amar se não se permite sentir?
Isso significa permanecer não
envolvido pessoalmente, não arriscando o sofrimento, a decepção e o
envolvimento pessoal. Você pode amar de modo tão cômodo? Se você deixar
dormente a sua faculdade de sentir, como pode verdadeiramente experimentar o
amor? O amor é um processo intelectual? Ou é um sentimento que brota do fundo
da alma, um ardor de impacto que flui e que não pode deixá-lo indiferente e
intocado? Não é ele, antes de mais nada, um sentimento e não é só depois que o
sentimento é plenamente vivenciado e expresso que dele resultará a sabedoria, e
talvez mesmo a percepção intuitiva?
Como você espera chegar
à espiritualidade – e espiritualidade e amor são uma só coisa – não dando
atenção a seus processos emocionais? Você que agora segue este caminho e faz o
que é tão necessário irá inicialmente experimentar uma avalanche de sentimentos
negativos. Mas depois que esses tiverem sido adequadamente compreendidos e
tiverem amadurecido, sentimentos construtivos desenvolver-se-ão. Você sentirá o
ardor, a compaixão e o envolvimento bom como nunca imaginou ser possível. Não
se sentirá mais isolado. Começará a relacionar-se com os outros na verdade e na
realidade, não na falsidade e no auto-engano. Quando isto acontecer, uma nova
segurança e respeito por você mesmo se tornará parte de você. Você começará a
confiar e a gostar de si mesmo.”
Esse inspirado texto de Eva Pirrakos
nos faz parar e analisar. Ele nos mostra que a superficialidade de sentimentos
ou a couraça que muitas vezes nos colocamos, com a intenção de “não sofrermos”,
nos coloca à margem de todo um processo de amar. Será que vale a pena não
sofrer, nos entrincheirando, nos isolando para não sermos atingidos pelas
vicissitudes da vida?Pode ser que não sejamos machucados, mas por certo não
experimentaremos esse sentimento único, o maior de todos – o amor pleno e
desinteressado, o amor incondicional, o amor universal.
Para que possamos realmente
experimentar a plenitude desse amor universal é preciso que nos dispamos
de todas as nossas armaduras, que nos coloquemos em atitude receptiva diante da
vida. Muitas vezes nossa atitude é de pessimismo, negativismo. Não nos
lembramos de agradecer, de abrir nosso coração para as experiências, para os
sentimentos. O sofrimento faz parte de todo esse processo. Não podemos ter medo
de sofrer. Só damos valor àquilo que recebemos de bom da vida, se conhecermos o
outro lado. Ninguém sabe o que é a luz, se permanecer eternamente nas trevas,
pois estas nada mais são do que a ausência da luz.
Vamos dar uma oportunidade
à vida? Vamos nos colocar sem couraças e barreiras para aprender realmente
o significado do amor universal, essa primeira e maior de todas as forças?
Texto de Cecy Kirchner
Foto Ilustrativa
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Aperfeiçoamento (A natureza e o rio)
Se analisarmos tudo o que nos rodeia,
mesmo nos reinos mineral, vegetal e animal, notaremos que nada está inativo.
Mesmo as pedras se transformam, e estão em atividade constante. Nos vegetais,
já esta atividade é mais intensa do que nos minerais. Nos animais, desde os
mais microscópicos, nota-se uma atividade ainda muito mais intensa.
Toda a atividade observada na matéria
produz modificações, produz transformações. Essas transformações que ocorrem
com todas as coisas sucedem-se continuamente e orientam-se sempre numa mesma
direção, num mesmo sentido, procuram sempre o APERFEIÇOAMENTO.
Portanto, o Aperfeiçoamento é uma
constante em todas as coisas, desde um minúsculo grão de areia até as
formas mais complexas de vida. Nada contraria esta constante Universal, que se
impõe de várias maneiras e em todos os sentidos possíveis.
O Ser Humano não é uma exceção a essa
norma, muito pelo contrário. Sendo ainda mais complexo em sua composição,
qualidades e faculdades, tem atividades maiores. Essas atividades produzem
transformações também maiores e, conseqüentemente, essas modificações
constantes e contínuas levam todos nós, seres humanos, para um Aperfeiçoamento
muito maior. Mesmo que queiramos resistir ao Aperfeiçoamento, seremos sempre
arrastados para frente, muitas vezes indiretamente, em ziguezague e de formas
dolorosas, mas iremos infalivelmente.
Para termos uma melhor visão desta
Constante Universal de Aperfeiçoamento, poderemos imaginá-la como a Grande
Corrente de um imenso Rio. Todas as formas de vida estão contidas nesse Rio
colossal e por ele são levadas num contínuo movimento, sempre em atividade, em
constantes transformações, em uma obra de aperfeiçoamento contínuo. Nós,
criaturas humanas, também estamos dentro dessa correnteza e, independente de
sabermos disso ou não, estamos constantemente sendo levados por ela.
Vamos agora analisar as diferentes
maneiras de comportamento do ser humano dentro dessa corrente. Os vários modos
de reação e de comportamento das pessoas vão depender diretamente do estado
evolutivo de cada uma delas, do grau de esclarecimento espiritual, enfim, cada
criatura reage conforme a bagagem de valores que acumulou nesta encarnação e
nas anteriores.
Para simplificar, vamos nos limitar a
apenas três maneiras diferentes de comportamento.
O primeiro tipo é a reação ao
aperfeiçoamento. A pessoa pouco sabe sobre si mesma e não entende onde está e o
porquê das transformações constantes provocadas por atividades diversas e
incessantes da vida. Essa pessoa, por desconhecer esta constante de
aperfeiçoamento que existe, reage instintivamente a qualquer mudança no seu
estado de ser. Ela tem receio do que possa lhe acontecer se deixar de ser
aquilo que é. Ela gosta de si mesma como pessoa física, acima de todas as
coisas. Portanto, não quer modificar-se.
Na criação manifestada, na matéria,
existem três gunas, ou três qualidades ou atributos, chamados em sânscrito de
Tamas, Rajas e Sattva. Ou seja, inércia – movimento (ação) – equilíbrio
(sabedoria). Quando a qualidade tamásica predomina na criatura, ela se
predispõe mais à inércia, à apatia, à confusão, à ignorância e ao erro.
Poderíamos então considerar neste primeiro caso o comportamento de uma criatura
tamásica com relação a esta grande corrente de aperfeiçoamento. Já podemos
concluir o tremendo atrito que pessoas assim sentem pela oposição contra essa
corrente. Comparativamente, podemos dizer que é como se realmente estivéssemos
flutuando dentro de um grande rio, juntamente com muitas outras pessoas.
Qualquer de nós que tentar se opor ao movimento normal das águas, se cansaria
inutilmente e seria fatalmente abalroado constantemente por tudo que navega no
sentido das águas. Realmente, as condições de uma criatura com esse
comportamento são bastante deploráveis e penosas, pois é como se o mundo
estivesse desabando sobre ela. Onde quer que se encontre, ali estará também o
atrito, a desarmonia e a confusão, como se fossem mensagens de alerta que
tentassem avisar-lhe de que algo está errado consigo, que precisa verificar o
rumo que segue pois não chegará a lugar algum reagindo teimosamente contra as
transformações de aperfeiçoamento. Haverá sempre desilusões e fracassos pelo
emprego de suas forças em sentido contrário a todas as normas de aprimoramento
e evolução. Existem algumas características marcantes nas criaturas deste nosso
primeiro caso: o derrotismo pessimista e sombrio, a inércia, a irritação
constante, a crítica destrutiva contra tudo, atitude hostil e defensiva contra
qualquer coisa. Se existe inferno, este tipo de pessoa traz dentro de si mesma
um verdadeiro inferno e, conseqüentemente, transborda para fora tudo aqui que
sente. É impossível contar e tentar fingir o contrário. Um copo com mel só pode
deixar transbordar mel e um copo com vinagre, somente vinagre. É impossível
acontecer o contrário.
Esse então seria o primeiro tipo de
comportamento dentro da Grande Corrente de Aperfeiçoamento e Evolução: reação
constante, falta de conhecimento de si mesmo e das sábias Leis Divinas
ensinadas pelos Mestres.
Vamos agora passar para o segundo tipo
de comportamento. Neste tipo predomina a qualidade Rajas, que é uma das
três gunas ou atributos que já citamos. É a qualidade de movimento, de ação, de
luta, de paixão desenfreada. Esse tipo de criaturas não reage à atividade e às
transformações como as do primeiro caso. Elas já percebem vagamente a
correnteza do Grande Rio que as envolve, mas pouco sabem da finalidade dessa
corrente. E como ignoram essa constante de aperfeiçoamento, apesar de ativas e
de estarem sempre se transformando, elas não sabem dirigir suas ações e
movimentos em harmonia com o sentido da corrente, ou seja, do aperfeiçoamento.
Devido a essa atividade desordenada,
sem perceberem o objetivo das várias transformações, as criaturas com esse
comportamento também reagem indiretamente ao sentido da corrente. Suas forças
são mal dirigidas e provocam modificações desnecessárias ao sentido do
aperfeiçoamento. Mas, apesar disso, elas colhem algum benefício, pois mesmo que
naveguem em ziguezague dentro do rio, vão aos poucos corrigindo o rumo de suas
ações e objetivos, errando sempre menos pelas experiências infelizes do
passado. Esse tipo abrange a maioria das pessoas.
O terceiro e último tipo de
comportamento tem como característica principal um acentuado desenvolvimento de
equilíbrio e sabedoria, ou seja, a guna chamada Sattva seria predominante neste
tipo. É difícil para nós tentar entender e descrever essa classe de seres
pois estão em um nível bem acima de nós, seres humanos comuns, que somos mais
afetados por Rajas, ação desmedida e apaixonada, sem equilíbrio e sabedoria.
Vamos imaginar as criaturas deste
nosso terceiro caso também flutuando nesse Rio simbólico e sendo levadas pelas
suas águas. Elas não estariam reagindo ao sentido da corrente como aqueles do
primeiro caso. E nem, tampouco, desperdiçariam inutilmente suas forças em rumos
diferentes no sentido normal da corrente, como aqueles do nosso segundo caso.
Estas criaturas têm conhecimento de onde estão, percebem o Grande Rio, sua
correnteza, suas normas ou leis e sabem da razão de sua existência, que é
conduzir tudo que existe em constante aperfeiçoamento. A Sabedoria que estes
seres têm e praticam, junto com o equilíbrio e a lucidez, faz com que naveguem
com segurança e rapidez neste rio. A angústia e a dúvida já não existem mais
para eles, pois não oferecem resistência às leis, mas procuram cumpri-las para
se aperfeiçoarem cada vez mais. Sabem sempre enfrentar todos os obstáculos de
jornada com confiança e serenidade e aproveitam todas as experiências e os
novos conhecimentos que encontram em benefício próprio e de outros.
São pessoas abnegadas e altruístas,
que dedicam toda sua vida aos seus semelhantes e a ideais elevados.
Texto de Iran Kirchner
Foto ilustrativa
sábado, 27 de abril de 2013
Pense comigo!
Esta mensagem de Chico Xavier nos faz
refletir:
“Que Deus não permita que eu perca o
romantismo, mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca o otimismo, mesmo
sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter
grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabem indo
embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar
as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e
retribuir esta ajuda...
Que eu não perca o equilíbrio, mesmo
sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento
por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no
olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus
olhos...
Que eu não perca a garra, mesmo
sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a razão, mesmo
sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...
Que eu não perca o sentimento de
justiça, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria
de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão
por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha
família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para
manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de doar
este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele
será submetido e até rejeitado...
Que eu não perca a vontade de ser
grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E, acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me
ama infinitamente!
Que um pequeno grão de alegria e
esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa,
pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!”
Essa mensagem nos faz pensar em
quantas vezes cruzamos os braços, não querendo fazer nada, sofrendo por
antecipação os revezes da vida. Deixamos de lado nossos mais acalentados sonhos,
por achar que “não vai dar certo, mesmo”... Assim, deixamos de viver os bons
momentos da vida, deixamos a vida passar sem que tenhamos vivido realmente.
A vida é feita de pequenas coisas
que nos trazem alegria, que nos trazem paz e harmonia. Se formos pensar sempre
no lado negativo, jamais realizaremos nada, jamais viveremos plenamente.
Acho que o otimismo é um
excelente “remédio” para enfrentarmos o que vem pela frente. Tomemos, pois, uma
boa dose desse “remédio”... Façamos a nossa parte para melhorar o mundo.
Texto de Cecy Kirchner
Foto ilustrativa
terça-feira, 2 de abril de 2013
O aperfeiçoamento do homem
O aperfeiçoamento do homem tem sido o
propósito invariável de todos os sistemas religiosos, filosóficos,
educacionais. O homem já tem, em si mesmo, um impulso natural para o
aperfeiçoamento de tudo que o rodeia e é por isso que as transformações do
nosso mundo material ocorrem. São tentativas na busca para atingir a perfeição.
Mesmo que muitas vezes causem problemas pelo desconhecimento dos verdadeiros
objetivos do aperfeiçoamento, são ensaios para buscas a Perfeição.
Mas existe um ponto de fundamental
importância que se deve ter sempre como base: todas as modificações que
provocarmos no mundo material e exterior, tentando alcançar sempre melhores
condições de vida material, com novas máquinas, novos remédios, alimentos
melhores, vestimentas, comunicação mais eficiente, tudo isso são meios de
aperfeiçoamento do ser Humano em si mesmo, da criatura espiritual que somos
realmente. O principal objetivo que há em tudo o que criamos à nossa volta é o
de nos aperfeiçoarmos através do trabalho que fazemos. O resultado do trabalho
só tem importância pelo aperfeiçoamento que provoca em nós.
A maioria das pessoas trabalha e se
esforça para conquistar um nível melhor de vida material, com mais recursos e
mais conforto. Todas se aperfeiçoam pela execução do trabalho material que
fazem, mas não têm consciência do verdadeiro sentido e da finalidade do
trabalho. São atraídas pelos ilusórios frutos materiais que ganham. Quando os
ensinamentos espirituais mais profundos não são entendidos, devido ao nosso
estado evolutivo, a Natureza cria artifícios para que possamos nos aperfeiçoar
mesmo deste modo. Esses artifícios agem como engodos ou iscas que nos atraem.
Fascinados por esse chamariz, nós trabalhamos e pelo trabalho nos
aperfeiçoamos.
Se analisarmos a massa geral da
humanidade, veremos que ela se aperfeiçoa de um modo indireto, pelo trabalho
que faz cuidando da vida material, zelando pelos seus interesses e tentando
conquistar melhores condições de vida para si e para seus familiares. A ilusão
material que nos rodeia funciona como um ímã que nos atrai para a atividade e,
com ela, vamos nos aperfeiçoando. Mesmo que trabalhemos com finalidades
egoísticas, isso serve de lição para o aprimoramento interno de casa um de nós.
Se as pessoas não se interessam e pouco entendem de seu aperfeiçoamento
próprio, mesmo assim são atraídas para o processo de um modo indireto, por meio
das ilusões do mundo material que agem como iscas e provocam a atividade e o
esforço. É essa atividade, seja ela mental, física ou emocional, que produz o
desenvolvimento e o aperfeiçoamento. O alvo material que se deseja conquistar
funciona apenas como um engodo material e ilusório.
Podemos fazer comparação para
entendermos melhor esse artifício da Natureza. As crianças, desde pequenas, são
cercadas de inúmeros brinquedos de cores e formas atrativas. Ainda berço,
quando já enxergam e ouvem, elas ganham pequenos chocalhos coloridos para
brincar. Isso atrai a atenção da criança que faz muito esforço para apanhá-los,
o que aumenta a sua curiosidade. É com essas atividades que se exercitam física
e mentalmente. Na medida em que as crianças crescem, seus brinquedos são
trocados por outros que exigem mais esforços e imaginação e o processo de
aperfeiçoamento continua. Já quando passam de adolescentes para a condição de
adultos, os brinquedos da infância não têm mais finalidade, pois chegaram a tal
estado físico, emocional e mental que necessitam novos meios de atração para
que possam se exercitar, desenvolver e aperfeiçoar.
As coisas materiais, com
uma infinidade de formas e valores, substituem os brinquedos. Praticamente,
todos nós somos atraídos pelo mundo fantástico de formas e imagens que vemos e
acreditamos serem concretas e reais. Fascinados, tal como crianças diante de
muitos brinquedos, queremos conseguir tudo o que nos rodeia e não medimos
esforços para isso. É nessa luta para conquistar nossos sonhos materiais que
desenvolvemos e aprimoramos nossas faculdades físicas, emocionais e mentais.
Portanto, o trabalho com desapego ao fruto e só por amor ao próprio trabalho
tem um sentido oculto muito profundo, que testemunha a sabedoria e o alto valor
nos ensinamentos dos Mestres e Sábios.
Quando o ser humano já percebe um pouco
esses meios naturais para o aperfeiçoamento de si mesmo, um novo horizonte
começa a ser percebido, muitas dúvidas e temores desaparecem para ele. Antes
acreditava estar abandonado à sua própria sorte para ganhar a vida num mundo
hostil e não via uma razão lógica para tanta luta e sacrifício. Agora, já
começa a entender o porquê de muitas coisas que não tinham razão de ser. Essa
criatura, já um pouco desperta para uma nova realidade, sente-se mais confiante
e amparada, pois percebe vagamente que não está abandonada à sua própria sorte.
ALGUÉM está velando por ela, cercando-a de muitos cuidados e meios para que
possa crescer, evoluir, aperfeiçoar-se. Podemos comparar essa criatura com uma
criancinha que foi se afastando do seu Pai, sem perceber que Ele a estava
vigiando de longe. Ela começou a sentir medo e as coisas ao seu redor já não
despertavam mais o seu interesse e curiosidade, julgou-se fraca e desamparada e
gritou por ajuda. Seu pai, que estava sempre atento, percebeu a sua condição e
prontamente lhe acenou. Quando a criança viu seu pai ao longe, ficou confiante
e sentiu-se amparada novamente, mesmo estando ainda distante dele.
Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa
segunda-feira, 11 de março de 2013
Sabedoria de Vida
Trago para vocês, as sábias palavras
do grande Chico Xavier.
Pequena Parcela
Chico Xavier
“Que eu continue a acreditar no outro
mesmo sabendo de alguns valores tão estranhos que permeiam o mundo.
Que eu continue otimista, mesmo
sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre.
Que eu continue com a vontade de
viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser
aprendida.
Que eu permaneça com a vontade de ter
grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo eles vão indo embora
de nossas vidas.
Que eu realimente sempre a vontade de
ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir,
entender ou utilizar esta ajuda.
Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo
sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho.
Que eu exteriorize a vontade de amar,
entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de
doação.
Que eu sustente a luz e o brilho no
olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo escurecem meus olhos.
Que eu retroalimente minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o
sucesso e a alegria.
Que eu atenda sempre mais a minha
intuição, que sinalize o que de mais autêntico possuo, que eu pratique sempre
mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu não perca o meu forte abraço e
o distribua sempre. Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo
que as lágrimas também brotam dos meus olhos.
Que eu manifeste o amor por minha
família, mesmo sabendo que ela, muitas vezes, me exige muito para manter a sua
harmonia.
Que eu acalente a vontade de ser
grande, mesmo sabendo que a minha parcela de contribuição no mundo é pequena.
E, acima de tudo, que eu lembre sempre
que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por
Alguém bem superior a todos nós.
E que as grandes mudanças não ocorrem
por grandes feitos de alguns e sim nas pequenas parcelas cotidianas de todos
nós.”
Viver plenamente é ver o mundo
através dessas lentes maravilhosas que Chico nos deixou. Se fizermos a nossa
“pequena parcela” talvez não consigamos mudar o mundo, mas estaremos dando a
nossa contribuição para que isso aconteça. E, sobretudo, não podemos esquecer
de agradecer a todo momento pela Vida que o Ser Superior nos deu. Nossa
responsabilidade é grande. Temos que tornar essa vida cada vez melhor, fazendo
sempre a nossa parte, aquilo que nos é pedido com tanta bondade. Se não aprendermos
as lições da vida com “Amor”, temos que aprender com a “Dor”. E, por certo, é
bem mais fácil e prazeroso aprender pelo Amor.
Texto de Cecy Kirchner
Foto ilustrativa
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Misticismo e Mistificação
Muitas vezes ouvimos alguém dizer que
em muitas religiões se encontra o misticismo. Esse termo é usado em
sentido pejorativo, com seu sentido deturpado, conotando que certas religiões
estão enganando seus seguidores.
Fomos pesquisar o sentido dessas duas
palavras. Segundo o dicionário, Místico é relativo à vida espiritual e
contemplativa; devoto, religioso, piedoso. Místico é aquele que, mediante a
contemplação espiritual, procura atingir o estado de êxtase de união direta com
a divindade. Portanto, o vocábulo místico se refere a características
positivas, boas e não pode ser usado com o sentido pejorativo. Ao passo que Mistificação
é o ato ou efeito de mistificar, ou seja, abusar da credulidade, enganar,
iludir, burlar, lograr.
Há poucos dias, numa conversa,
ouvi uma pessoa dizer que em muitos Centros Espíritas
existe o “misticismo”, que muitos são “místicos”. A pessoa queria dizer que
muitos enganam os seus seguidores. É comum ouvirmos isso, mas é uma maneira
equivocada de se expressar. O certo seria que existe mistificação e que são
mistificadores em alguns lugares.
A palavra místico vem do grego mystikós.
Na antiguidade, era aquele que figurava entre os que eram admitidos nos antigos
Mistérios. Atualmente, é quem pratica o misticismo e professa idéias místicas,
transcendentais. Misticismo é toda doutrina envolta em mistério e na
metafísica, que trata mais dos mundos ideais do que de nosso universo positivo,
real. Outra acepção da palavra é “o estado da pessoa que se dedica muito a Deus
e às coisas espirituais”.
Encontrei um texto que explica bem o
que é místico e misticismo.
“Nos tempos modernos, muitos errôneos
significados têm sido aplicados aos termos místico e misticismo.
O mal entendido mais generalizado é o que admite estarem eles ligados a
fenômenos pavorosos e estranhos. Na verdade, porém, o místico é exatamente
aquele que deseja e busca a verdade e o conhecimento. Detesta o supersticioso,
tanto quanto o que se diz racionalista.
(...)
O místico crê fundamentalmente
que pode receber iluminação divina, ou cósmica, através do Eu subconsciente. A
ele se manifesta, durante a meditação, um conhecimento revelado que,
intuitivamente, aceita como verdade. A revelação se faz tão clara que, para
ele, o conhecimento não requer seja substanciado pela razão. O místico
acredita, ainda, que nenhum intermediário se faz necessário para o contato
direto com a realidade única, que poderá chamar de Absoluto, Mente Universal,
Deus ou Cósmico.
(...)
O místico não é fantasista –
se for um verdadeiro místico. Poderá, às vezes, procurar fugir às atrações do
mundo, para desfrutar da elevação de consciência que sente ser necessária para
a harmonização com o Uno. Considera, porém, que tem a sublime obrigação
moral de utilizar o fluxo de iluminação, as novas idéias ou o conhecimento
revelado que recebeu. É para ele repugnante manter essa luz nos limites
de sua própria consciência. A iluminação que recebeu torna-se um incentivo e um
estímulo à ação, que, finalmente, vem a expressar de várias maneiras.
(...) A filosofia mística é um
sistema de vida pelo qual o indivíduo chega a adaptar-se ao seu meio
ambiente, como reação à experiência íntima por que passou. Representa um
desígnio superior que ele interpreta de maneira prática e que, segundo
verifica, imprime em seus afazeres diários, pelo menos, parte da ordem cósmica
de que se tornou consciente.”
Portanto, não podemos nos referir a
“místico”, quando queremos dizer “mistificação ou mistificador”, pois
estaremos, no mínimo, sendo injustos com os místicos – pessoas de boa índole,
que dedicam sua vida ao estudo dos mistérios da vida e com seu conhecimento
estão sempre ajudando os seus semelhantes.
O sentido das palavras que usamos em
nossa comunicação são muito importantes, sobretudo para que não cometamos
injustiças ou julgamentos falsos.
Texto de Cecy Kirchner
Foto ilustrativa
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Quem somos, Martas ou Marias?
E, aconteceu que, indo eles pelo
caminho, entraram uma aldeia; e certa mulher por nome Marta, o recebeu em sua
casa. E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual assentando-se aos pés
de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos
serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me
deixe servir só? Dize-lhe pois que me ajude.
E respondendo, Jesus disse-lhe: Marta,
Marta, estás ansiosa e fatigada com muitas coisas, mas uma só é necessária. E
Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. (Lucas 10-38,42)
Estamos às vésperas do Natal, data
máxima da cristandade. Quanta agitação, quantos afazeres e preparativos para
comemorar o nascimento do Mestre dos Mestres – Jesus, o Cristo. A escolha dos
presentes, os preparativos e enfeites da casa e, principalmente, o que julgamos
seja de suma importância, que não pode faltar – comidas e bebidas em grande
quantidade. O comércio se agita nesta data, a expectativa pelo ganho de
presentes gera a ansiedade em todos, crianças e adultos. Somos muito “Marta” e
muito pouco ou quase nada “Maria”. Se Jesus estivesse presente nesta época
junto a todos nós, o que diria? Com certeza, o mesmo que disse a Marta!
A superficialidade dos sentidos
exteriores pode nos levar por caminhos embaraçosos e perdermos a melhor parte,
a única necessária, a que Maria escolheu: ouvir os ensinamentos de Jesus, beber
diretamente na Fonte da suprema Sabedoria e Bondade. O que nós cristãos
perdemos por ser em demasia superficiais e exteriores e muito pouco ou quase
nada em profundidade, essencialidade e espiritualidade? Poderemos perder muito,
as nossas próprias vidas, enfraquecendo nossas almas pela falta do precioso
alimento: a Verdade do Cristo. Essa é a única que pode nos libertar dos nossos
padrões bloqueadores para uma real Felicidade e Liberdade.
Vinha um peregrino por uma estrada,
quando encontrou uma grande multidão festejando ao redor de uma grande placa
com mensagens indicativas. Parou e procurou saber o que estavam comemorando. A
resposta foi uma só: todos nós estávamos perdidos nesse imenso território, até
que encontramos esta placa que indica o caminho para uma terra maravilhosa. Por
isso, estamos festejando e cada um que chega se junta a nós e a festa continua
cada vez melhor. Escolha um lugar em volta da placa e fique conosco. Perguntou
o peregrino: mas, quando essa multidão vai seguir em frente para essa terra
maravilhosa? E eles responderam: A alegria aqui é muito grande e contagiante.
Talvez um dia todos juntos seguiremos em frente. Alguns já
foram, mas bem poucos. Fique conosco e não se preocupe.
Toda a humanidade está reunida em
multidões ao redor de placas que sinalizam caminhos para um paraíso perfeito.
Poucos são os que se atrevem a seguir em frente. A grande e maciça maioria se acomoda
apenas na admiração dos ensinamentos sem vivenciá-los. Muitos Mestres de
Sabedoria já passaram pelo planeta Terra. Todos deixaram indicações para o bem
da Humanidade, não pediam adoração a si próprios mas Amor a Deus e à Sua Obra.
Temos a inteligência e recursos para vivermos no Paraíso aqui e agora, mas a
mudança começa dentro de nós, nossos bloqueios, resistências, preconceitos,
discriminações. O exterior é a conseqüência do interior. O contrário é falso, é
apenas uma imitação.
Que o Espírito de Natal faça renascer
o Cristo em nossos corações.
Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa - Baia de Guaratuba
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O que realmente importa!
Alguns dias atrás li uma mensagem
muito interessante, que me fez pensar.
“Um professor, diante de sua classe de
filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e
começou a enchê-lo de bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos alunos se o
frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.
O professor, então, pegou uma caixa de
bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os
vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar se o frasco
estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e
esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda
restavam e ele perguntou novamente aos alunos que responderam que o pote agora
estava cheio.
O professor pegou um copo de
café (líquido) e o derramou sobre o pote, umedecendo a areia.
Os alunos riram da situação e o
professor falou:
Quero que entendam que o pote de vidro
representa nossas vidas. As bolas de golfe são os elementos mais importantes,
como Deus, a família e os amigos. São com eles que nossas vidas estariam
repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o
trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todas as
pequenas coisas. Mas, se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no
frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as bolas de gude.
Um aluno se levantou e perguntou o que
representava o café.
O professor respondeu:
O café serve apenas para
demonstrar que não importa o quão ocupada esteja nossa vida, sempre
haverá lugar para tomar um café com um amigo.”
O mesmo ocorre em nossas vidas. Muitas
vezes gastamos todo o nosso tempo e nossa energia com as pequenas coisas e
nunca temos lugar para aquelas coisas que realmente importam. Prestemos atenção
às coisas que são primordiais para a nossa felicidade – buscar a Deus e crer
n’Ele, buscar o conhecimento, brincar com os filhos, passear com a família,
estudar, praticar o esporte favorito, ajudar os que nos procuram... Sempre
haverá tempo para as outras coisas.
Sempre costumo dizer que meu tempo
é muito precioso e muito curto para ser gasto com coisas supérfluas,
insignificantes. Existem tantas coisas maravilhosas com que nos ocupar que elas
preenchem a nossa vida nos tornando pessoas felizes.
O importante mesmo é se ocupar
das “bolas de golfe” em primeiro lugar. O resto é apenas “areia”...
Texto de Cecy Kirchner
Foto ilustrativa
sábado, 22 de dezembro de 2012
Antropocentrismo!
“Criou, pois, Deus o homem à sua
imagem, à imagem de Deus o criou; o homem e mulher os criou. Deus os abençoou e
lhes disse: frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai
sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se
arrastam sobre a terra. Disse Deus mais: eis que vos tenho dado todas as ervas
que dão semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, e todas as
árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. A todos os
animais selvagens e a todas as aves do céu e a tudo que se arrasta sobre a
terra, em que há vida, tenho dado todas as ervas verdes para lhes servirem de
mantimento; e assim se fez”. (Gênesis 1: 27-30).
Antropocêntrico, segundo Aurélio
Buarque, é o que considera o homem como o centro ou a medida do Universo,
sendo-lhe por isso destinadas todas as coisas; que concebe o Universo em termos
de experiências ou valores humanos; diz-se principalmente das ingênuas
doutrinas finalísticas que admitem que todas as coisas foram criadas por Deus
para propiciar só a vida humana.
A interpretação superficial, ao
pé da letra morta, desconhecendo o espírito da letra, levou a humanidade a
cometer erros graves em toda a sua história. Hoje vemos as conseqüências do
egocentrismo humano na depredação da Natureza em todos os sentidos. Até as
crianças hoje já entendem a necessidade de preservação da vida em todos os
reinos materiais para a saúde do planeta Terra e de todos que aqui vivem.
Mas padrões negativos ainda nos
bloqueiam o entendimento para uma Realidade Cósmica onde vivemos que tem leis
precisas e perfeitas para manter a harmonia e o equilíbrio Universal. Esta
Realidade é Supra Inteligente e atuante, nada ou coisa alguma escapa de suas
leis de ação e reação na sua evolução dinâmica constante. Somos sustentados,
tanto interna como externamente, por essa sinfonia de perfeição. Desde o átomo
até uma galáxia estão banhados nesse Fluido Cósmico de Perfeição. Um
pensamento, uma emoção ou um ato qualquer interage nesta Unidade e a reação é
inevitável. Se estivermos em sintonia com a mente, a emoção e a ação, estaremos
em comunhão de bem-aventurança.
Somos pequenos aprendizes diante da Sabedoria
Universal. Nossos erros fazem parte do aprendizado e é por isso que eles nos
chamam tanto a atenção e preocupam filósofos e cientistas que procuram o
equilíbrio para a humanidade com seus códigos de leis e invenções.
Infelizmente, as divergências se sobrepõem às convergências, a competição ao
compartilhar, alimentados por padrões negativos, heranças de interpretações
parciais, egocêntricas e preconceituosas.
Somos realmente imagem e semelhança do
Ser Criador, mas em potencialidades e não em aspectos exteriores, forma, cor,
etc. Isso seria limitar e condicionar o Infinito para satisfazer o nosso ego
pessoal e alimentar preconceitos na humanidade. Todos os dons e talentos que
recebemos são para serem aplicados com responsabilidade dentro de um
Planejamento Cósmico, é o que diz a oração: “Seja feita a Vossa Vontade e não a
minha”. Não somos o centro da Criação e nem os “donos da verdade”, apesar da
idolatrada “evolução humana”. Estamos no jardim da infância da Escola da Vida
Universal, e como crianças geniosas queremos todas as liberdades e nos
rebelamos com as conseqüências e responsabilidades.
Muitos Mestres da Sabedoria Universal
deixaram seus ensinamentos para a humanidade em todos os livros sagrados. Se
soubermos tirar o véu da letra morta, veremos o espírito da letra e a Divina
convergência em todos eles.
Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa
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