quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sua palavra: Uma bênção ou maldição!

     
Um rei procurava um chefe de cozinha para o seu palácio. Propôs aos candidatos ao cargo um teste bem direto: que cada um preparasse uma refeição, a melhor que soubesse fazer. Todos foram consultar seus arquivos de receitas culinárias para escolher os mais sofisticados pratos.

Quando terminaram suas obras-primas culinárias, o rei começou a examinar cada uma com muita atenção. Eram as mais exóticas e complexas já vistas, tanto pelos ingredientes quanto pelos detalhes dos arranjos em cada prato.

A grande corrente evolutiva!

    Um imenso rio segue serenamente seu curso rumo ao oceano. Pequenas embarcações com apenas uma pessoa navegam nesse rio. São barcos individuais que flutuam na grande corrente que ira desaguar nas águas infinitas. Muitos pilotos, confusos com seus instrumentos de navegação, tentam uma rota contrária à grande corrente do rio. Desgastam suas energias em atritos constantes, pois navegam contra a corrente e os choques são inevitáveis. 


Uma segunda parte dos navegadores – a grande maioria – já aprendeu a não se opor à correnteza, mesmo desconhecendo para onde são levados.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A busca natural do ser humano (BHAKTI YOGA-Parte II)



Aquele que busca a Perfeição pelo amor a Deus não está preocupado com as migalhas e quinquilharias da Terra. Seu ideal é a Perfeição, nada menos que isso.
      A segunda característica, também bastante importante, é a seguinte: o devo que ama ao criador verdadeiramente, desconhece o medo. Amor por medo de castigo não é amor, é servilismo. Isso seria rebaixar a Divindade ao nível de um déspota com um chicote nas mãos e uma coroa na cabeça. É infantil e deprimente quando uma criatura está nessas condições. Aquele que é um Bhakti Yogue jamais teme a Deus,

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A busca natural do ser humano (BHAKTI YOGA-Parte I)

   

Como já vimos, é a busca da Perfeição pelo caminho da devoção. Existem diversos tipos de devoção, desde os mais inferiores e fanáticos que dão origem ao sectarismo intolerante, que separa as criaturas em guerras entre irmãos, até a devoção mais sublime e verdadeira, testemunhada por todo o Mundo por Santas criaturas que se sacrificam ensinando a união entre todos os povos pela adoração a um Único Criador.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A busca natural do ser humano (A KARMA YOGA- Parte II)



 Vamos imaginar uma criatura que gosta e cultiva sentimentos inferiores de egoísmo, gula, personalismo doentio. O que poderá desenvolver em si mesma além do que já tem? Terá porventura altruísmo, tolerância, fraternidade e bondade com o próximo? Certamente não! Irá, sim, desenvolver sentimentos contrários a todas essas virtudes. 

sábado, 26 de julho de 2014

A busca natural do ser humano (A KARMA YOGA- Parte I)


        É pelo trabalho altruísta, sem espera de recompensa que aquele que procura a Perfeição desenvolve suas qualidades espirituais e se purifica pela perda do egoísmo pessoal. Pensando sempre no bem de seus semelhantes é que o Karma Yogue se desapega de si mesmo. Seus problemas e interesses superficiais não existem para ele quando procura ajudar os outros com problemas maiores que os seus.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A busca natural do ser humano (Parte II)


Já  fomos crianças e descobrimos que os brinquedos não foram suficientes, não nos deram realmente o que procurávamos.
      Como adolescentes, aprendemos que nossos sonhos tão brilhantes e fabulosos sobre o mundo material e exterior se desvaneceram como uma miragem, sem nos darem o que procurávamos.
      Como adultos que somos agora, após conquistarmos bens e alguns poderes materiais, concluímos que não estamos satisfeitos ainda. Aquele impulso de busca continua, como se nos falasse claramente: não é no mundo material, exterior, que vamos encontrar o que procuramos.

sábado, 19 de julho de 2014

A busca natural do ser humano. (Parte I)

Se olharmos ao nosso redor, vemos que estamos sempre à procura de algo melhor. Mesmo os animais já manifestam instintivamente essa procura por coisas melhores para si. No ser humano, essa Busca é muito mais marcante, devido ao alto desenvolvimento de suas faculdades mentais e emocionais.
      Toda essa luta, toda essa intensa atividade que se observa é uma prova visível de que há, em todas as criaturas, um impulso natural de procura de algo sempre melhor.
      A criatura humana, em todos os níveis de atividades, está sempre em busca permanente e incansável, trabalhando, estudando, construindo, tanto na paz quanto na guerra, sempre está fazendo tentativas de encontrar algo melhor para si.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A consciência da unidade da vida (Parte V)


      Quando em nossa vida começamos a observar que muitas coisas não deveriam ser como são, que algo está errado, surgem perguntas para as quais não encontramos respostas na vida comum. Começamos a nos interessar por assuntos filosóficos e religiosos, procurando uma explicação das razões de tudo isso. Em todas as religiões se fala sobre a grande ilusão da vida material e o quanto o homem é enganado por ela. Todas as pessoas que buscam explicações sobre esses assuntos o fazem por não acreditarem muito naquilo que vêem, ou seja, começam a duvidar do mundo aparente onde estão. É interessante colocarmos aqui algo simples que nos auxilia. Todos nós já tivemos esta experiência e demos pouca importância ao fato.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Egoísmo (Parte IV)


      O egoísmo é um inimigo mortal, é mortal porque destrói todo sentimento latente superior, verdadeiro guia para que possamos acordar. É o egoísmo que nos leva a afundar mais ainda na ilusão da separatividade, nos torna insensíveis, ilógicos e até irracionais. Tudo o que põe em risco nosso tão querido e intocável sonho pessoal, é atacado instintivamente sem que haja tempo sequer para pensar com bom senso. Sentimentos como fraternidade, altruísmo, solidariedade são opostos ao egoísmo, que apenas se concentra em si mesmo e tudo o mais tem de girar em sua volta e ao seu dispor. Ele justifica todos os meios que possam trazer benefício ao ego pessoal e, em casos extremos, pode dominar totalmente as pessoas, fazendo que ignorem os mínimos direitos aos seus semelhantes em proveito próprio.

domingo, 1 de junho de 2014

Unidade versus separatividade (Parte III)


       Chegamos a uma conclusão já há muito tempo ensinada por Mestres antigos e hoje em dia bastante divulgada em livros. Nossa lógica e raciocínio apóiam e entendem estes ensinamentos quando paramos para analisar este assunto. Mas, durante o dia-a-dia é quase impossível viver esses conhecimentos e somos forçados a mergulhar em nossa maneira habitual de pensar e agir com relação às coisas que nos rodeiam. Como nós, seres racionais, nos deixamos cair novamente nesta ilusória separatividade do mundo? Qual o motivo que nos impede de ficarmos sempre conscientes desta Unidade que nos envolve? Por que somente por alguns instantes mínimos sentirmo-nos envolvidos por esta Unidade, para logo sermos arrastados de volta ao nosso pequeno mundo de fantasia? Vamos tentar encontrar as causas que nos forçam a proceder dessa maneira.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O ser humano e a unidade da vida (Parte II)


      O ser humano, tal como conhecemos hoje, com a mente já desenvolvida e outras qualidades mais, é bem diferente do animal pré-histórico, que foi na sua origem. E continuaria ainda sendo um primata instintivo e errante, pouco diferente dos demais animais, se não recebesse naquele corpo primitivo uma Unidade mais sutil e especial. Da associação de duas unidades – uma física e instintiva e outra espiritual e intuitiva – foi possível que um processo evolutivo muito especial começasse. E foi graças a esta soma de unidades diferentes que nos diferenciamos entre todos os seres da Natureza e chegamos ao que somos agora – seres humanos conscientes de si mesmo e do mundo ao redor – sendo isso apenas um início de nossa jornada, pois é de nossa natureza buscar sempre avançar rumo ao Infinito Desconhecido. Se somos o que somos e pretendemos ser aquilo que idealizamos, devemos tudo isso à presença atuante de um fator de unidade da Vida.

terça-feira, 20 de maio de 2014

A natureza e a unidade da vida (Parte I)


      Para nos aprofundarmos neste estudo, é necessário iniciarmos com exemplos, os mais simples possíveis, de coisas que nos são conhecidas e comuns em nossa vida. Isso por parecer monótono e enfadonho, mas tem grande valor de fixação em nossa mente e nos recordará facilmente o assunto quando encontrarmos estas palavras durante o dia-a-dia. Nenhum benefício nos trará o estudo, se não procurarmos aplicá-lo diariamente para que possamos tirar o máximo proveito em nossa vida prática.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Unidade da Vida - Introdução


      Ao começar, gostaríamos de pedir a cada um dos presentes, uma pequena participação para que a reunião tenha um bom resultado. Esta participação é com relação ao estado mental de todos nós. Explicando melhor, o assunto que vamos abordar se refere a algo muito especial e fora do comum, algo que bem pouco compreendemos devido às características do meio em que vivemos. Este meio é diversificado e múltiplo em seus aspectos e as coisas aparentam diferenças distintas que as separam entre si em infinitas formas, cores e características.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Valores humanos.


      Certo ou errado? Essa pergunta muitas vezes martela em minha cabeça. Quando eu era pequena, nunca sabia como devia agir nesta ou naquela situação. Um dia, resolvi perguntar para meu pai o que era certo, o que era errado. A resposta foi muito simples, bem ao alcance da minha pouca idade: “O que você puder contar para o papai ou para a mamãe está certo, o que não puder contar, está errado”. Simples, não? Eu ainda hoje lembro dessas palavras.

      Hoje é 1º de abril – dia da mentira... Engraçado comemorar o dia de um defeito, vocês não acham? Por que não temos o “dia da verdade”?

domingo, 20 de abril de 2014

As amizades são um tesouro.


    
 
 As verdadeiras amizades são nosso tesouro. Cultivar boas e sinceras amizades ao longo de nossa existência é uma arte que requer muita compreensão e sabedoria. Quando falo em amizade, não estou me referindo a conhecimentos eventuais, amizades superficiais... Para mim, amizade é muito mais do que isso.

     
 
 A amizade é cultivada a cada dia, a cada novo encontro. Amizade pressupõe, principalmente, o respeito mútuo. Muitas vezes vemos pessoas dizerem que fulano é seu amigo, mas, ao mesmo tempo em que afirmam isso, estão falando de seus defeitos, de seus erros. Ser amigo não quer dizer ignorar os defeitos do outro, mas sim aceitar a pessoa como ela é, sem julgar, sem recriminar. Quem somos nós para julgar o nosso semelhante? Palavras muito sábias: quem não tem pecado atire a primeira pedra.

      E precisamos também lembrar que não somos donos da verdade. A minha “verdade” é bem diferente da verdade do outro. A verdade é uma só, apenas a vemos de diferentes ângulos, não cabendo a nenhum de nós afirmar que ela é assim ou assado.

      Tenho grandes amigos, isso eu posso afirmar. Amigos de diversas religiões, de diversas profissões, não importa o credo ou a raça, mas amigos mesmo em quem eu posso confiar. E a base de nossa amizade é sempre o respeito mútuo. Não discutimos religião, não falamos mal dos outros, não nos reunimos para jogar conversa fora, como se diz. Cada vez que encontramos bons amigos, procuramos eternizar todos os momentos, com conversas realmente proveitosas, que nos tragam conhecimento, bem estar e, sobretudo, muita paz interior.

      Há  algum tempo, recebi um texto que achei muito importante. Ele fala das pessoas que são um “presente” em nossa vida. Gostei tanto que vou transcrevê-lo:

     As pessoas são um presente. Vamos falar de gente, de pessoas. Existe, por acaso, algo mais espetacular do que gente? Pessoas são um presente!

     Algumas vêm em embrulho bonito, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário. Outros, vêm em embalagem comum, há as que ficam machucadas no correio... e de vez em quando, chega uma registrada. São os presentes valiosos.

     Algumas pessoas trazem invólucros fáceis de abrir, enquanto outras é  dificílimo, quase impossível tirar a embalagem. É fita durex que não acaba... Mas a embalagem não é presente, porém tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente. Também você, amigo, eu também, somos um presente de Deus para os outros, Você para mim e Eu para Você.  Triste se fôssemos apenas um ‘presente embalagem’: muito bem empacotados e quase sem nada lá dentro! Quando existe um verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria dos presentes reais.

     Nos verdadeiros encontros de fraternidade, acontece alguma coisa muito essencial: mutuamente vamos desembrulhando, desempacotando, revelando, no bom sentido, é claro.

     Você  já experimentou essa imensa alegria da vida? A alegria profunda que nasce do recôndito de uma alma, quando duas pessoas se encontram, se comunicam, virando presente uma para a outra?

     Conteúdo interno é o segredo para quem deseja tornar-se presente aos amigos e não apenas embalagem... a minha embalagem pode não ser tão bonita, mas o conteúdo pode ser um verdadeiro presente...” (Mon Liu)

      Posso afirmar sem medo de errar: recebi muitos presentes em minha vida, mas os amigos são o meu verdadeiro tesouro.
 
Texto de Cecy Kirchner
Foto Ilustrativa 

 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Precisamos um do outro...


   
  Li um artigo que achei muitíssimo interessante. Neste Dia dos Namorados, essa mensagem vem se encaixar bem.

     “Havia uma garotinha que gostava de passear pelos jardins, quando um dia vê uma borboleta espetada em um espinho.
     Muito cuidadosamente ela a solta e a borboleta começa a voar para longe.
De repente, ela volta e lhe diz:

segunda-feira, 24 de março de 2014

Prece e Devoção (Parte V)


Exemplo da Natureza


      A Natureza, na sua aparente simplicidade, é uma lição viva de AMOR, de devoção. O sol aquece sem que haja um pedido para isso e nada pede em troca. O ar vivifica as plantas e os animais sem cobrar coisa alguma. A água, no seu ciclo constante, faz seu trabalho sem parar para ouvir elogios. A terra, esta mãe generosa tudo dá de si mesma: alimento, abrigo, ferramentas, adornos, remédios e, pelos restos que são lançados nela, como que agradecida, multiplica sua produção de dádivas a todos.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Prece e Devoção (Parte IV)


Prece na Devoção


A prece analisa sob o ângulo da Devoção tem um sentido todo especial e diferente.

      Existem preces para uma variedade de ocasiões e todas têm um leve toque de Devoção, mesmo quando são lidas ou decoradas. Muitas preces ou orações são usadas como um modo de prender a mente num mesmo ponto pela repetição contínua e automática. Algumas são usadas para outras circunstâncias e cada uma tem sua validade, sem a menor dúvida.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Prece e Devoção (Parte III)


Características da Devoção:


Podemos representar a Devoção como um triângulo, onde cada ângulo corresponde a uma característica. Não pode haver um triângulo sem três  ângulos e também Devoção sem suas três características.

      A primeira característica da Devoção é o fato de que não deve haver transações. Sempre que se procura algo em retribuição, não há devoção, não há AMOR.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Prece e Devoção (Parte II)



O que é a Devoção?


Jamais se conseguirá descrever um sentimento tão profundo e transcendente como a Devoção em simples palavras, pois está muito além do raciocínio lógico intelectual. 


      Poderíamos dizer que Devoção é um dos caminhos de aperfeiçoamento, de evolução, ou seja, a Bhakty Yoga, segundo o hinduísmo, A UNIÃO PELO AMOR. Mas, que seria este AMOR? Um AMOR que nada pede em troca, mas que, ao contrário, se entrega totalmente ao alvo deste mesmo AMOR. Um sentimento que já encontra a recompensa só no fato de estar-se sentindo o próprio sentimento. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Prece e Devoção (Parte I)

 

  

Introdução 

Antes de iniciar o tema Prece e Devoção, quero tecer alguns comentários.

A Devoção aqui referida trata do AMOR A DEUS. Todos os tipos de devoção são também importantes e necessárias, mas como a Devoção ao Criador Impessoal é mais ampla e Universal, é a ela que vamos nos referir. Quanto à Prece, será considerada como um efeito da Devoção, pois discorrer sobre as diferentes qualidades de preces tomaria muito tempo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo?! Que loucura...



     Feliz Ano Novo a todos vocês, meus amigos! Que 6719 possa lhes trazer muita paz, alegria e felicidade!

     Vocês devem estar pensando: ela está completamente maluca! Deve ter pirado de vez! Não é nada disso. Muitos povos comemoram o ano novo no equinócio da primavera (no hemisfério Norte é  primavera; no Sul, é outono). Para os rosacruzes, por exemplo, no dia 21 de março é comemorado o Ano Novo. Para a Astrologia, também é nessa mesma data que começa o ano astrológico, com o início do signo de Áries, o primeiro do Zodíaco.

E já é Natal...



     Mais um ano chega ao fim. Festas e mais festas, comilanças daqui e dali, muitas bebidas. Será que isso é Natal?

     Mais do que um momento de festejar o ano que passou é hora de reflexão. É a época em que paramos para pensar em tudo o que se passou durante o ano, em todas as conquistas, naquilo que ficou para trás, no que deixamos de fazer, no que fizemos em excesso...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Caverna de Platão


     Havia uma grande caverna, onde a luz do sol entrava por uma única abertura e projetava em suas paredes uma infinidade de reflexos multicoloridos. Nela vivia um povo com seus afazeres rotineiros e limitado por seus sentidos adequados pelas circunstâncias do local e pela identificação com os reflexos, nos quais interferia pela atividade que produzia. Ninguém se preocupava com a causa daqueles fenômenos: o sol filtrado pela pequena abertura no topo da caverna.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Perdão e Gratidão


           Estive pensando sobre o perdão e a gratidão. Li muito e um artigo de Saul Brandalise Jr. me chamou a atenção e vou transcrever um trecho: “Os sentimentos negativos destroem a nossa vida. Ódio e mágoa associados ao nosso dia-a-dia impossibilitam de viver a plenitude da felicidade Uma vida saudável não começa nos exercícios físicos feitos diariamente. Sua porta de entrada mora, reside, e é sólida quando estamos em profundo estado de perdão. Saber perdoar é a dobradiça desta porta. A chave é perdoar, mas ela só se movimenta quando efetivamente exercemos o perdão, sentirmos e nos arrepiarmos de plenitude.”

sábado, 16 de novembro de 2013

Amizade é coisa para se guardar...


 

     Uma música, cantada pelo Milton Nascimento, se não me engano, diz que amizade é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito... ou seja, no coração. Grande verdade...

     As amizades sinceras são como as árvores: têm raízes. Outra comparação: uma árvore nunca fica de costas para ninguém. Você dá  uma volta em torno dela e a árvore estará sempre de frente para você. Os verdadeiros amigos também. É com eles que podemos contar em todas as horas de nossa vida, mesmo nos piores momentos. Os verdadeiros amigos nunca nos voltam as costas.

     Os chineses afirmam que uma árvore plantada com amor não pode ser derrubada por nenhum vento. As verdadeiras amizades também. Quem planta uma árvore cria raízes, assim como quem cultiva uma amizade com carinho. Muitas vezes olho para pessoas que me cercam, companheiros de jornada. Penso em como será a vida de cada um deles. Uns estão sempre alegres, sempre dispostos a ajudar os outros, alguns até se oferecem para tentar resolver os problemas dos seus amigos. Estão sempre dispostos a enfrentar dificuldades, a gastar um pouquinho do seu tempo para beneficiar os outros. Muitas vezes esquecem seus próprios problemas. Isso lhes traz satisfação. Por certo, essas pessoas têm muitos amigos, amigos sinceros, amigos sempre prontos a retribuir o que recebem.

     Estive pensando nas nossas amizades. Sem os amigos, nada teríamos feito. Foi nas horas em que mais precisamos que eles estiveram ali, junto conosco, com seu ombro amigo sempre pronto a nos acolher, com suas palavras ou até mesmo com seu silêncio. Eles acompanharam toda a nossa trajetória. Conhecem as dificuldades que enfrentamos, comemoraram conosco nossas alegrias e vitórias. São amizades sólidas, algumas com trinta, quarenta anos. Não conseguimos imaginar a vida sem elas, pois já são parte integrante da nossa vida.

     Assim como a árvore precisa dos elementos da terra para se desenvolver, dar frutos, a amizade também precisa ser cultivada. Os bons elementos, os princípios elevados alimentam a verdadeira amizade. Como a árvore, a amizade precisa ser sempre realimentada para que não corra o risco de murchar e morrer. A amizade quando é verdadeira não tem ciúmes, não tem inveja nem despeito, independe de raça, credo ou condição social. É um compartilhar, uma troca de energias positivas. O verdadeiro amigo entende as limitações do outro, não estabelece condições, está acima de qualquer interesse. Quanto maior e mais fundamentada a amizade, mais se expande, contagiando os demais. É um reflexo do amor Divino, da verdadeira fraternidade.

     Enfim, podemos afirmar que aquele que tem verdadeiros amigos é um ser humano rico, pois a amizade verdadeira é a maior riqueza que podemos ter. É a única que ladrão não rouba, nem vendaval destrói.

Que Deus ilumine todos vocês, nossos verdadeiros amigos.
 
Texto de Cecy Kirchner
Foto Ilustrativa 

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A unidade da humanidade e a paz mundial (Parte II)


      Poderemos pensar que este efeito é passageiro e se perde logo, mas não é assim. Toda ação provoca uma reação em cadeia que se propaga para todos os lados e depois volta multiplicada. Nós estamos tratando com seres humanos e não com coisas inanimadas; somos transmissores e receptores de grande potência. O uso consciente destas energias depende de nosso equilíbrio, de conhecimento e da unidade que somos. Se eu recebo a irritação de uma pessoa e não estou em harmonia comigo mesmo, serei o veículo transmissor e amplificador daquela força, e isso acontece normalmente sem percebermos, pois nós pouco nos auto-observamos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A unidade da humanidade e a paz mundial - Parte I


      O gênero humano não é um elemento à parte neste planeta. Ele está interligado a tudo o que existe, desde os elementos minerais, vegetais, animais, gazes atmosféricos, energias e tudo o mais. O homem forma com a Natureza um conjunto inseparável, pois é graças à ela que ele se formou e se mantém. A natureza é um bem comum de todos e não apenas do gênero humano. Temos que usá-la e dividi-la com os animais e vegetais, para que o equilíbrio do conjunto não se quebre.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ilusão


     Há  pouco tempo, conversando com uma pessoa conhecida, ela me contou histórias mirabolantes, todas com aquele tom de “é verdade!” Várias vezes, durante a conversa, tive vontade de dizer: “Ei! Acorde! Você está viajando!” Mas fiquei quieta e refleti. Muitas vezes criamos em torno de nós um mundo ilusório, um mundo onde possamos nos abrigar das mazelas do mundo. E acreditamos que esse mundo existe...

     Não quero dizer que não devemos sonhar. O sonho é uma coisa positiva,

domingo, 6 de outubro de 2013

Multiplicidade na Unidade!


     Os sentidos exteriores nos mostram uma multiplicidade infinita de formas, cores, energias, movimentos, ações e reações, que nos deixam aturdidos diante de um espetáculo fascinante. A natureza nos assombra com revelações fantásticas das combinações entre os reinos mineral, vegetal e animal, deixando cientistas e filósofos pasmos diante do milagre da vida.

     O ser humano, com sua atuação criativa, vem aumentando essa diversidade em todos os níveis, manipulando associações de elementos para inventar outros mais complexos, copiando a natureza e acelerando o processo. Aprendeu observando as associações naturais de elementos simples.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Não viemos a passeio...


     Muitas vezes ouvimos alguém dizer que a vida não vale a pena ser vivida. Pessoas se sentindo derrotadas são mais comuns do que possamos imaginar. E esses conceitos derrotistas se fazem presentes em nosso dia-a-dia. Precisamos tomar muito cuidado para não sermos contaminados por esses conceitos.

     Todos nós que hoje nos encontramos no planeta Terra, não estamos aqui por acaso e nem a passeio. Todos nós viemos com uma missão a cumprir. O importante é descobrirmos qual é essa missão,

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A decisão é só nossa!


     O mundo está passando por transformações e nós não podemos ficar parados, estacionados, apenas esperando ser impulsionados em nossa evolução pelas dores, pelo sofrimento, pelos problemas. É necessário que entendamos o que eles significam em nossa vida, qual a lição que nos trazem. É preciso que nos fortaleçamos com a fé, a paciência, o amor. Eles são o remédio para todos os nossos males.

     Precisamos sair de nossa estreita visão dos problemas que nos afligem e olhar a estrada já percorrida. Por certo, ao final dessa estrada, todas as nossas dores se tornarão apenas pontinhos em nossa evolução.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ninguém é dono da verdade!



     Quatro cegos caminham juntos por uma estrada, num país estranho. No trajeto, ouviram um caminhão de som que anunciava a chegada de um circo. Movidos pela curiosidade, procuraram o treinador pedindo explicações sobre o elefante, animal que desconheciam.

     Foram levados até o animal:

     – Venham sem medo, toquem e tirem suas próprias conclusões.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A visão divina do homem (Parte IV)



 Eles ensinaram que toda criatura humana tem uma herança divina em si mesmo, em seu íntimo. Deixaram marcos indicando os caminhos que conduzem à  posse dessa herança. Esses caminhos são sendas de Evolução, de auto aperfeiçoamento. Não pode ser de outro modo. Se assim fosse Eles discordariam entre si. Eles nos mostraram diversos caminhos, mas todos convergem a um único ponto: a Perfeição. É necessário que se escale a Montanha da Perfeição; de que lado é a escolha de cada um.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Visão divina do homem (Parte III)



  Toda essa superficialidade sem sentido cria na vida uma instabilidade muito grande. A criatura comum não tem armas para enfrentar esses perigos e geralmente cai nessa armadilha. Esta falsa visão é tão enganosa que nos faz acreditar que estamos sendo vencedores quando, na realidade, estamos perdendo a todo o instante.

     Podemos notar o quanto é importante a conquista de uma melhor Visão, pois assim pode-se derrotar o grande inimigo que se mantém às custas da ignorância, da ilusão, do superficialismo – o personalismo.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A visão divina do homem Parte II



 Uma prova concreta de que é possível conquistar-se uma visão Verdadeira, através do esforço evolutivo, sempre foi dada pelos Grandes Guias da Humanidade, pelos mestres, santos e sábios de todas as épocas. De um modo geral, entendemos que existem dois modos de visão: a do homem comum que vive no mundo e a dos Seres Iluminados. Uma é limitada e imperfeita, pois vê apenas os efeitos exteriores da Realidade, e outra Divina, ou seja, completa, pura, perfeita, que vê os efeitos e também as causas.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A visão divina do homem (Parte I)


     Nossos pontos de vista variam. Vemos segundo nossos padrões individuais.
     Se, ao subirmos uma montanha, observarmos ao redor, notaremos que o panorama vai se modificando a cada passo dado para cima. Quando estamos no vale, lá embaixo, nosso campo visual será limitado e teremos uma visão muito restrita da região onde estamos. Na medida em que subimos, nossa vista atingirá locais antes desconhecidos e compreenderemos melhor, de modo mais amplo e verdadeiro, onde estamos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Que tal repensar a vida?


     Existem momentos em nossa vida em que paramos para pensar. Nessas horas, o passado vem à tona como alicerce para a avaliação. Que fizemos de nossa vida? Que fizemos daqueles dons que recebemos ao nascer? Será que usamos corretamente todas as nossas potencialidades?

     Se pudéssemos voltar no tempo e começar a vida toda de uma maneira diferente, porém com a consciência que temos hoje, seria uma verdadeira maravilha. Por certo, não cometeríamos nenhum erro, faríamos tudo bem diferente... É, mas isso é impossível. A única coisa que podemos fazer é voltar nossos olhos, examinar todas as nossas atitudes, classificá-las e tentar não cometer mais os mesmos erros.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A vida é sempre um recomeço



     O final do ano já bate à nossa porta. E com ele, os nossos propósitos para o ano que se inicia. É mais um ciclo da vida que chega ao fim. É mais um recomeço. E para começar com o coração limpo e leve é preciso deixar para trás nossas mágoas, nossos ressentimentos, para que tenhamos o coração preparado para tudo o que nos está reservado.

     Parece que com todos é assim. No final do ano colocamos em xeque todos os nossos problemas e dissabores, tomamos resoluções para o ano que se inicia, enfim, queremos sempre recomeçar. Quantas vezes já recomeçamos alguma coisa?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O aperfeiçoamento e o sacrifício

      Um bebê, ao nascer, começa uma etapa de sucessivos aperfeiçoamentos: a criança se desenvolve física, mental e emocionalmente até que chega a um ponto importante de transformação, e é nesse momento que aquela condição de criança começa a desaparecer e se inicia o aparecimento do adolescente. A criatura é a mesma em sua identidade individual, apenas foi necessária uma nova condição para prosseguir se aperfeiçoando e evoluindo. A condição anterior já havia esgotado todos os recursos possíveis. Por isso, uma nova condição com possibilidades maiores deveria surgir, a do adolescente.

terça-feira, 4 de junho de 2013

É hora de sermos como a flor de lotus!


     "Certo dia, à margem de um tranqüilo lago, encontraram-se quatro irmãos: o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.

     – Quanto tempo sem nos vermos – disse o Fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.

     – É verdade – disse o Ar. É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Aperfeiçoamento (Requisitos)


      Veremos agora certos pontos básicos para que possamos desenvolver o aperfeiçoamento. Para termos uma melhor visão, vamos fazer uma comparação com algo material e conhecido.

      Por exemplo, se eu tenho uma casa não muito boa, desejo aperfeiçoá-la. Se eu a considerasse como uma ótima casa, estaria satisfeito com ela e não pensaria em mudá-la, mesmo que outras pessoas dissessem o contrário. Mas eu quero realmente aperfeiçoar a casa, pois me serviria melhor, seria mais útil, mais segura, etc.

      Após este primeiro ponto estar bem determinado, o próximo seria um conhecimento, o mais exato possível, da casa, como está constituída, para descobrir o que deve e pode ser modificado. Um conhecimento superficial não é o bastante, é necessário um estudo profundo antes de qualquer modificação. Caso contrário, poderia mudar o que não deve ser mudado e ficaria pior do que antes.

      O terceiro ponto seria projetar um modelo daquilo que quero com a reforma da minha casa antiga.

      O quarto ponto seria o planejamento completo para reunir todos os meios e recursos necessários à reforma da casa.

      O quinto e último ponto seria trabalhar com constância para que a obra se realize e não passe apenas de um sonho.

      No exemplo da casa já notamos a presença destes requisitos fundamentais ao aperfeiçoamento:

      1. Querer verdadeiramente o aperfeiçoamento;

      2. Conhecer com profundidade o que deve ser aperfeiçoado.

      3. Idealizar um modelo como alvo do aperfeiçoamento.

      4. Planejar e reunir meios e condições favoráveis ao redor do que deve ser aperfeiçoado.

      5. Trabalhar com dedicação e perseverança.

      Agora, vamos aplicar cada um desses pontos, focalizando a Aperfeiçoamento do Ser Humano.

      Se alguém está plenamente feliz consigo mesmo, com sua maneira de ser, de sentir e de pensar, o máximo que pode fazer é sonhar com um auto-aperfeiçoamento e nada mais. Talvez alguma fraca tentativa seja feita para justificar-se a si mesmo, mas sabe que nada vai acontecer, pois não há um verdadeiro querer de auto-aperfeiçoamento. Sem este primeiro passo fundamental, toda teoria que tivermos acumulada, todo estudo, por mais profundo que seja, não passará de um passatempo intelectual e vazio.

      Portanto, é indispensável para o auto-aperfeiçoamento, que se eliminem primeiro todas as barreiras e condicionamentos que bloqueiam o verdadeiro querer. Sem isso, jamais teremos a motivação necessária para fazer um trabalho sério em nós mesmos. Toda tentativa já estará condenada ao fracasso, pois falta a base sólida de uma vontade firme de transformação.

      Mas, como se pode desenvolver uma forte vontade de transformação, de auto-aperfeiçoamento? Como criar esse impulso inicial e indispensável sem o qual nada é  possível? Aqui já começamos a perceber a importância daquele segundo ponto básico já visto: conhecer com profundidade o que deve ser aperfeiçoado. É necessário que eu me conheça como eu sou agora, para saber o que pode ser aperfeiçoado. É um trabalho de auto-análise imparcial, com detalhes os mais exatos possíveis. Sem esses conhecimentos correria o risco de piorar e não melhorar. Cabe aqui uma explicação: o conhecimento que aqui se refere não é o de nossa personalidade superficial, aparente – um nome, uma condição social, meus recursos intelectuais e financeiros, a aparência ou impressão provocada no exterior, o conceito de familiares e amigos. Tudo isso são efeitos indiretos, superficiais e variáveis. Não se trata de conhecer os efeitos produzidos no exterior, mas sim as causas que geram esses efeitos. Essas causas se encontram dentro e não fora. Esse conhecimento profundo também não se refere ao Eu Superior e Eterno. É muito bom termos essa convicção como estímulo ao aperfeiçoamento, mas é muito mais importante conhecermos, em primeiro lugar, o que nos é mais familiar e pode ser notado a todo instante, o que está mais à mão.

      É muito lógico que, se ainda a criatura não se conhece nas formas mais simples de si mesma, como poderá saltar diretamente para outras formas muito mais complexas e refinadas? Se neste plano em que estamos nós manipulamos e contatamos diretamente muito mais com nossos corpos físico, emocional e mental, é por essa razão que temos que conhecer esses corpos, aprender a usá-los e aperfeiçoá-los. Se já tivéssemos feito tudo isso com perfeição, não estaríamos sempre envolvidos em circunstâncias onde há predominância do físico, do mental e do emocional. Se um aluno está em uma escola primária, ele estará sempre rodeado de ensinamentos primários; poderá ouvir falar que existe o ensino superior, como incentivo ao estudo, mas enquanto não aprender a utilizar com perfeição os recursos que tem em mãos, não receberá outros ensinamentos superiores. Existe uma perfeição absoluta em tudo o que existe, mas está muito além de nossa capacidade de perceber. Portanto, não podemos rejeitar coisa alguma, senão seremos alunos rebeldes e voltaremos sempre até aprendermos o que é necessário.

      Como então o ser humano, que quer aperfeiçoar-se, pode se conhecer melhor? A teosofia ensina que temos sete corpos, sendo que os três primeiros são: um corpo físico, um corpo emocional ou astral e um corpo mental concreto ou inferior. São esses que nos são mais familiares e com os quais estamos em mais contato, portanto temos que conhecê-los muito bem em primeiro lugar.

      Sobre nosso corpo físico já temos muitos dados e informações pelas pesquisas científicas. Mas a ciência vê o corpo físico como uma causa, a origem dos outros corpos, por isso existem muitos vazios sem explicação científica. Os ensinamentos teosóficos ensinam que o corpo que temos é apenas um efeito, uma conseqüência. É a manifestação material mais densa de corpos mais refinados e superiores. É o nosso instrumento material através do qual podemos nos manifestar neste mundo material. É sob este ângulo que devemos conhecer nossos corpos físico, emocional e mental. São instrumentos através dos quais nós, seres espirituais, nos manifestamos e atuamos neste plano material. Apesar destes corpos estarem interligados entre si, existe uma hierarquia entre eles: o físico é o mais denso e inferior, o emocional ou astral é superior ao físico, e o mental concreto ou mental inferior, está acima deles.

      Podemos, através de livros, ter conhecimentos muito úteis sobre esses três corpos, mas isso é apenas um início, é necessário expandir esse conhecimento em nós mesmos, cada um em si mesmo. O objetivo é o aperfeiçoamento de cada um consigo mesmo. Esse trabalho de se conhecer é individual de cada um de nós. Não existe um padrão único de atividades nestes três corpos, principalmente no emocional e no mental. Eles variam de uma pessoa para outra e em cada ocasião reagem de modos diferentes. Portanto, só cada um pode observar a si mesmo e se conhecer melhor. Ninguém pode fazer esse trabalho melhor do que nós mesmos. E é só através desse conhecimento próprio que saberemos como nos aperfeiçoar. Examinando, comparando e discernindo tudo o que sentimos e pensamos, só assim saberemos o que deve ser corrigido e aperfeiçoado.

      Somente a partir desse conhecimento de nós mesmos, sabendo de tudo que se passa dentro de nós, nossas reações, etc., é que começamos a idealizar um modelo mais aperfeiçoado de nós mesmos. E este é o terceiro requisito fundamental ao auto-aperfeiçoamento.
 
Texto de Iran Kirchner
 Foto ilustrativa

quinta-feira, 16 de maio de 2013

AMOR – A primeira e a maior de todas as forças


     Um texto da escritora Eva Pierrakos, autora do livro “O Caminho da Autotransformação” caiu-me nas mãos e passo a transcrevê-lo.
     “Se os sentimentos são tolhidos, o amor não pode crescer.

     Não considerando a religião, a filosofia ou a doutrina que sigam, todos vocês sabem que o amor é a primeira e a maior de todas as forças. Em última análise é a força única. Mas a verdade é a seguinte: como você pode amar se não se permite sentir?

     Isso significa permanecer não envolvido pessoalmente, não arriscando o sofrimento, a decepção e o envolvimento pessoal. Você pode amar de modo tão cômodo? Se você deixar dormente a sua faculdade de sentir, como pode verdadeiramente experimentar o amor? O amor é um processo intelectual? Ou é um sentimento que brota do fundo da alma, um ardor de impacto que flui e que não pode deixá-lo indiferente e intocado? Não é ele, antes de mais nada, um sentimento e não é só depois que o sentimento é plenamente vivenciado e expresso que dele resultará a sabedoria, e talvez mesmo a percepção intuitiva?

     Como você espera chegar à espiritualidade – e espiritualidade e amor são uma só coisa – não dando atenção a seus processos emocionais? Você que agora segue este caminho e faz o que é tão necessário irá inicialmente experimentar uma avalanche de sentimentos negativos. Mas depois que esses tiverem sido adequadamente compreendidos e tiverem amadurecido, sentimentos construtivos desenvolver-se-ão. Você sentirá o ardor, a compaixão e o envolvimento bom como nunca imaginou ser possível. Não se sentirá mais isolado. Começará a relacionar-se com os outros na verdade e na realidade, não na falsidade e no auto-engano. Quando isto acontecer, uma nova segurança e respeito por você mesmo se tornará parte de você. Você começará a confiar e a gostar de si mesmo.” 

     Esse inspirado texto de Eva Pirrakos nos faz parar e analisar. Ele nos mostra que a superficialidade de sentimentos ou a couraça que muitas vezes nos colocamos, com a intenção de “não sofrermos”, nos coloca à margem de todo um processo de amar. Será que vale a pena não sofrer, nos entrincheirando, nos isolando para não sermos atingidos pelas vicissitudes da vida?Pode ser que não sejamos machucados, mas por certo não experimentaremos esse sentimento único, o maior de todos – o amor pleno e desinteressado, o amor incondicional, o amor universal.

     Para que possamos realmente experimentar a plenitude desse amor universal é preciso que nos dispamos de todas as nossas armaduras, que nos coloquemos em atitude receptiva diante da vida. Muitas vezes nossa atitude é de pessimismo, negativismo. Não nos lembramos de agradecer, de abrir nosso coração para as experiências, para os sentimentos. O sofrimento faz parte de todo esse processo. Não podemos ter medo de sofrer. Só damos valor àquilo que recebemos de bom da vida, se conhecermos o outro lado. Ninguém sabe o que é a luz, se permanecer eternamente nas trevas, pois estas nada mais são do que a ausência da luz.

     Vamos dar uma oportunidade à vida? Vamos nos colocar sem couraças e barreiras para aprender realmente o significado do amor universal, essa primeira e maior de todas as forças?
 
Texto de Cecy Kirchner
Foto Ilustrativa

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O Aperfeiçoamento (A natureza e o rio)


      Se analisarmos tudo o que nos rodeia, mesmo nos reinos mineral, vegetal e animal, notaremos que nada está inativo. Mesmo as pedras se transformam, e estão em atividade constante. Nos vegetais, já esta atividade é mais intensa do que nos minerais. Nos animais, desde os mais microscópicos, nota-se uma atividade ainda muito mais intensa.

      Toda a atividade observada na matéria produz modificações, produz transformações. Essas transformações que ocorrem com todas as coisas sucedem-se continuamente e orientam-se sempre numa mesma direção, num mesmo sentido, procuram sempre o APERFEIÇOAMENTO.

      Portanto, o Aperfeiçoamento é uma constante em todas as coisas, desde um minúsculo grão de areia até as formas mais complexas de vida. Nada contraria esta constante Universal, que se impõe de várias maneiras e em todos os sentidos possíveis.

      O Ser Humano não é uma exceção a essa norma, muito pelo contrário. Sendo ainda mais complexo em sua composição, qualidades e faculdades, tem atividades maiores. Essas atividades produzem transformações também maiores e, conseqüentemente, essas modificações constantes e contínuas levam todos nós, seres humanos, para um Aperfeiçoamento muito maior. Mesmo que queiramos resistir ao Aperfeiçoamento, seremos sempre arrastados para frente, muitas vezes indiretamente, em ziguezague e de formas dolorosas, mas iremos infalivelmente.

      Para termos uma melhor visão desta Constante Universal de Aperfeiçoamento, poderemos imaginá-la como a Grande Corrente de um imenso Rio. Todas as formas de vida estão contidas nesse Rio colossal e por ele são levadas num contínuo movimento, sempre em atividade, em constantes transformações, em uma obra de aperfeiçoamento contínuo. Nós, criaturas humanas, também estamos dentro dessa correnteza e, independente de sabermos disso ou não, estamos constantemente sendo levados por ela.

      Vamos agora analisar as diferentes maneiras de comportamento do ser humano dentro dessa corrente. Os vários modos de reação e de comportamento das pessoas vão depender diretamente do estado evolutivo de cada uma delas, do grau de esclarecimento espiritual, enfim, cada criatura reage conforme a bagagem de valores que acumulou nesta encarnação e nas anteriores.

      Para simplificar, vamos nos limitar a apenas três maneiras diferentes de comportamento.

      O primeiro tipo é a reação ao aperfeiçoamento. A pessoa pouco sabe sobre si mesma e não entende onde está e o porquê das transformações constantes provocadas por atividades diversas e incessantes da vida. Essa pessoa, por desconhecer esta constante de aperfeiçoamento que existe, reage instintivamente a qualquer mudança no seu estado de ser. Ela tem receio do que possa lhe acontecer se deixar de ser aquilo que é. Ela gosta de si mesma como pessoa física, acima de todas as coisas. Portanto, não quer modificar-se.

      Na criação manifestada, na matéria, existem três gunas, ou três qualidades ou atributos, chamados em sânscrito de Tamas, Rajas e Sattva. Ou seja, inércia – movimento (ação) – equilíbrio (sabedoria). Quando a qualidade tamásica predomina na criatura, ela se predispõe mais à inércia, à apatia, à confusão, à ignorância e ao erro. Poderíamos então considerar neste primeiro caso o comportamento de uma criatura tamásica com relação a esta grande corrente de aperfeiçoamento. Já podemos concluir o tremendo atrito que pessoas assim sentem pela oposição contra essa corrente. Comparativamente, podemos dizer que é como se realmente estivéssemos flutuando dentro de um grande rio, juntamente com muitas outras pessoas. Qualquer de nós que tentar se opor ao movimento normal das águas, se cansaria inutilmente e seria fatalmente abalroado constantemente por tudo que navega no sentido das águas. Realmente, as condições de uma criatura com esse comportamento são bastante deploráveis e penosas, pois é como se o mundo estivesse desabando sobre ela. Onde quer que se encontre, ali estará também o atrito, a desarmonia e a confusão, como se fossem mensagens de alerta que tentassem avisar-lhe de que algo está errado consigo, que precisa verificar o rumo que segue pois não chegará a lugar algum reagindo teimosamente contra as transformações de aperfeiçoamento. Haverá sempre desilusões e fracassos pelo emprego de suas forças em sentido contrário a todas as normas de aprimoramento e evolução. Existem algumas características marcantes nas criaturas deste nosso primeiro caso: o derrotismo pessimista e sombrio, a inércia, a irritação constante, a crítica destrutiva contra tudo, atitude hostil e defensiva contra qualquer coisa. Se existe inferno, este tipo de pessoa traz dentro de si mesma um verdadeiro inferno e, conseqüentemente, transborda para fora tudo aqui que sente. É impossível contar e tentar fingir o contrário. Um copo com mel só pode deixar transbordar mel e um copo com vinagre, somente vinagre. É impossível acontecer o contrário.

      Esse então seria o primeiro tipo de comportamento dentro da Grande Corrente de Aperfeiçoamento e Evolução: reação constante, falta de conhecimento de si mesmo e das sábias Leis Divinas ensinadas pelos Mestres.

      Vamos agora passar para o segundo tipo de comportamento. Neste tipo predomina a qualidade Rajas, que é uma das três gunas ou atributos que já citamos. É a qualidade de movimento, de ação, de luta, de paixão desenfreada. Esse tipo de criaturas não reage à atividade e às transformações como as do primeiro caso. Elas já percebem vagamente a correnteza do Grande Rio que as envolve, mas pouco sabem da finalidade dessa corrente. E como ignoram essa constante de aperfeiçoamento, apesar de ativas e de estarem sempre se transformando, elas não sabem dirigir suas ações e movimentos em harmonia com o sentido da corrente, ou seja, do aperfeiçoamento.

      Devido a essa atividade desordenada, sem perceberem o objetivo das várias transformações, as criaturas com esse comportamento também reagem indiretamente ao sentido da corrente. Suas forças são mal dirigidas e provocam modificações desnecessárias ao sentido do aperfeiçoamento. Mas, apesar disso, elas colhem algum benefício, pois mesmo que naveguem em ziguezague dentro do rio, vão aos poucos corrigindo o rumo de suas ações e objetivos, errando sempre menos pelas experiências infelizes do passado. Esse tipo abrange a maioria das pessoas.

      O terceiro e último tipo de comportamento tem como característica principal um acentuado desenvolvimento de equilíbrio e sabedoria, ou seja, a guna chamada Sattva seria predominante neste tipo. É difícil para nós tentar entender e descrever essa classe de seres pois estão em um nível bem acima de nós, seres humanos comuns, que somos mais afetados por Rajas, ação desmedida e apaixonada, sem equilíbrio e sabedoria.

      Vamos imaginar as criaturas deste nosso terceiro caso também flutuando nesse Rio simbólico e sendo levadas pelas suas águas. Elas não estariam reagindo ao sentido da corrente como aqueles do primeiro caso. E nem, tampouco, desperdiçariam inutilmente suas forças em rumos diferentes no sentido normal da corrente, como aqueles do nosso segundo caso. Estas criaturas têm conhecimento de onde estão, percebem o Grande Rio, sua correnteza, suas normas ou leis e sabem da razão de sua existência, que é conduzir tudo que existe em constante aperfeiçoamento. A Sabedoria que estes seres têm e praticam, junto com o equilíbrio e a lucidez, faz com que naveguem com segurança e rapidez neste rio. A angústia e a dúvida já não existem mais para eles, pois não oferecem resistência às leis, mas procuram cumpri-las para se aperfeiçoarem cada vez mais. Sabem sempre enfrentar todos os obstáculos de jornada com confiança e serenidade e aproveitam todas as experiências e os novos conhecimentos que encontram em benefício próprio e de outros.

      São pessoas abnegadas e altruístas, que dedicam toda sua vida aos seus semelhantes e a ideais elevados.
 
Texto de Iran Kirchner
Foto ilustrativa