terça-feira, 29 de setembro de 2015

Meditação (Parte II)



Graças a esse talento recebido, somando-se com os primeiros, o veículo físico e o veículo emocional, todo os conjunto ficou mais forte, mais inventivo, com maior poder de atuação no meio natural. Ganhou-se mais liberdade, e também a responsabilidade decorrente, o que não temos ainda na mesma proporção que a liberdade. Uma criança tem a liberdade limitada e vigiada; crescendo, tem mais liberdade e mais responsabilidade. 


O adulto que faz mau uso de sua liberdade, sem responsabilidade consigo mesmo ou com a sociedade, perde a liberdade, nós o colocamos em clínicas, instituições para tratamento ou até em presídios, para voltarem à liberdade, mas com responsabilidade. A humanidade, como um elemento da vida no planeta Terra, e também do Universo, está teimando para inverter essa LEI básica e fundamental de equilíbrio; a história é rica em lições e conseqüências. No dia-a-dia passamos por comprovações contundentes, em nosso pensar, sentir ou agir dentro da nossa individualidade, ou na família, em grupos, em comunidade, em nações, povos e raças.


            Nosso talento mental está crescendo com os modernos recursos de informações e atuação. Saber administra-los para compartilhar, somar, equilibrar com os outros, o emocional e o físico, prevenindo os conflitos, angústias, neuroses que geram doenças e sofrimentos, depende de nós mesmos, como consciência que somos.


            Nós, como consciências, mesmo envolvidos pelos pensamentos, pelos sentimentos e limitados pelo físico, somos mais sensíveis ao que vamos chamar de Sabedoria da Vida; vida que envolve tudo, que coordena tudo, na Natureza, no Planeta e no Universo. Sabedoria que estabelece leis precisas, na física, química, mecânica, em todos os tipos de energias do Universo. Sabedoria que tem um propósito, uma meta, um ideal para tudo o que existe, inclusive nós mesmos.

            Não se deve confundir conhecimento com Sabedoria, conhecimentos são informações, Sabedoria é aplicação dos conhecimentos e recursos para fins coerentes e precisos, sempre em equilíbrio, harmonia e ética.

            Conhecimentos carentes de Sabedoria estimulam uma falsa liberdade de agir e pensar e ter sensações sem prever as conseqüências, ou seja, sem Responsabilidade. Mas como apreender esta Sabedoria? Como dominá-la para poder usá-la com eficiência? É necessário um mínimo de coerência e talvez um pouco de humildade. Mesmo sendo o gênero humano, a criatura física melhor dotada do planeta, autonominada de “homo sapiens”, autotitulada rei da criação, deixa a desejar muito pela sua atuação no Planeta. E ainda, sua “sapiência e reinado” não percebem que a espécie humana surgiu na criação graças à presença atuante de uma Real Sabedoria, tanto no micro-cósmico atômico do mineral, do vegetal e do animal; quanto no macro-cósmico planetário, solar, galáctico e universal? Percebe o reinado das “ciências exatas” a real proporção e distância entre o “conhecido” e o Incognoscível? Orgulho e irreverência são péssimos conselheiros.

            Somos pequeninos aprendizes diante desta Macro Sabedoria. Todos os conhecimentos humanos juntos, com todos os recursos tecnológicos interligados, se confundem diante de descobertas microscópicas e macroscópicas, efeitos, reflexos multicores, mas que ocultam uma Real presença de Sabedoria que ofusca a mente humana.

            Se o orgulho ceder lugar para a reverência e aceitação, seremos tocados e intuídos no correto uso dos talentos e recursos de evolução e libertados dos conflitos e conseqüências acumulados.

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa

Meditação (Parte I)

Os recursos para a evolução:

            Nós, como consciências em evolução, dispomos de meios, condições, ferramentas sempre ao nosso dispor. Este conhecimento é vital para não confundirmos os meios com os fins, a ferramenta com o trabalho. Temos que saber usar estes meios, estes veículos de evolução, não há como deixá-los de lado, por conta própria. São ferramentas muito poderosas e complexas, não são inertes e nem desligadas e deixadas ao lado. Estão tão próximas de nós como consciências, que nos confundimos com elas. Esta confusão e falta de direção deixam-nas agir à vontade e entram em conflito, danificam-se e nos afetam.

            Os instrumentos que temos à nossa disposição, como consciências encarnadas, para evoluirmos aqui e agora, são um corpo físico, concreto, veículo de ação no meio também físico que nos rodeia; um corpo mais sutil que interpenetra o físico, semelhante à água que penetra a terra, composto dos instintos, desejos, emoções, sentimentos múltiplos, que estimula e movimenta o físico, semelhante à força da água que arrasta a terra; a terceira ferramenta ou veículo, ainda mais sutil que os primeiros, semelhante ao ar que flui tanto pelos líquidos como pelo sólido, é o que chamamos corpo mental, com pensamentos, imaginação, raciocínio, inteligência, análise e cálculos. Notamos que, quanto mais sutil e fino, mais força tem.

Pela nossa analogia comparativa da terra, da água e do ar, eles interagem entre si, com graus relativos de poder segundo seus movimentos e fluidez. O ar em movimento e penetração atua e ativa a terra e a água; da mesma forma, nosso mental ativado envolve e movimento tanto o emocional como o físico. Todos nós já sentimos de fato as conseqüências desastrosas da interferência caótica destes corpos entre si, o desastre é inevitável, são danos físicos, emocionais e mentais.

O caos no sistema de saúde é prova contundente disso: por mais remédios que se fabriquem, por mais hospitais, hospícios e prisões que se construam, enquanto não for investido em mais escolas, clínicas e formação de autoconhecimento ao público, desde a criança até o idoso, apenas se trata dos efeitos de um problema, e não da causa principal – o Ser Humano se conhece apenas da pele para fora, e é inevitável que só faça

            O que nos diferencia dos animais? Eles têm corpos até maiores e mais fortes que os nossos. Seus sentidos externos são mais apurados. Seus instintos naturais de preservação e procriação nos dão lições de vida. O que eles têm, mas como limitação segundo a espécie, é o talento que ganhamos, nosso veículo mental, nossa ferramenta de expressão, de raciocínio, de comparação, de análise, inteligência. 

continua...
Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Consciência - Parte III (continuação)



continuação...










Portanto, a continuidade da consciência não é um sonho mas um fato concreto em qualquer nível de percepção, ficando apenas condicionada aos véus que existem ao redor.
      O temor de mergulhar em si mesmo em busca de realidades maiores é  influenciado pois jamais haverá alienação da vida, mas, ao contrário, aspectos antes desconhecidos serão percebidos e, com isso, ganha-se amplitude.

      Se fizermos uma auto-análise notaremos que a criatura é um grande desconhecido para si mesma. Apesar das grandes conquistas no terreno científico que nos permite ver o universo ao redor em distâncias enormes, temos dificuldades em penetrar nosso próprio interior, que está tão próximo.

      Pagamos hoje um preço muito alto pela desorientada educação religiosa ocidental que recebemos e pelo descaso que nossos antepassados tiveram pelas religiões consideradas pagãs no seu tempo. Ainda hoje sentimos o impacto que a palavra Morte nos causa e até nem gostamos de falar sobre o assunto, pois é considerado de mau gosto nos meios sociais. Entretanto, é um fato comum no dia-a-dia, como outro qualquer, e assim é considerado por filosofias que nossos antepassados chamavam de pagãs. 

A diferença entre eles e nós está principalmente na educação religiosa que já ensinava, há milhares de anos, as verdades sobre a reencarnação, enquanto nossos antepassados aprenderam que o que os esperava ou eram as penas do inferno eterno, ou a ociosidade de um paraíso enfadonho. Isso foi uma das causas de ter o Ocidente mergulhado no materialismo, já que tudo o mais era incerto e o melhor seria aproveitar ao máximo, enquanto se podia, pelo fato de que estas realidades eram desconhecidas.

      Foi o espiritismo, no século 19, que começou publicamente a abrir caminho para os ensinamentos orientais no Ocidente, pregando a reencarnação e derrubando os falsos conceitos sobre a morte. Teve também um aspecto universal, procurando divulgar ensinamentos de mentores também de outras religiões. O espiritismo científico pregou a existência de outros planos na criação acima do físico, como o plano astral com seus departamentos organizados e dirigidos por entidades competentes, visando jamais o castigo, mas sim a recuperação e a evolução espiritual da criatura após a morte.

Texto de Iran Waldir Kirchner

Foto Ilustrativa




terça-feira, 8 de setembro de 2015

Consciência - Parte III

A consciência de si mesmo e natural












      A Consciência é uma realidade em nós, mesmo nos seus aspectos mais exteriores, quando se usam apenas os sentidos físicos. Apesar dos véus enganadores do plano material ela está sempre presente.

      Agora, não é verdadeira a idéia de que quando não estamos usando estes meios não estejamos conscientes, apenas estaremos em um estado de consciência diferente. Por exemplo: se estou concentrado profundamente em determinado assunto, em atividade mental intensa, imaginando e fazendo deduções, com os sentidos externos praticamente apagados, estarei em outro nível de consciência, mas não inconsciente. Isso acontece com qualquer pessoa. 

Quando se pensa profundamente em um assunto importante, os movimentos ficam automáticos, os olhos ficam parados no vazio e, se alguém nos chama pelo nome, mesmo assim não atendemos. Somos inclusive chamados à atenção por estarmos alheios ao que se passa ao redor como se isso fosse um estado negativo. Nós mesmos temos provas de que isso não é algo negativo ou inferior pelo fato de que muitas vezes voltamos desses estados com soluções a questões difíceis do nosso dia-a-dia. Se podemos tentar resolver problemas complexos e ao mesmo tempo estarmos atentos a tudo o que se passa ao redor, os resultados serão mínimos. Portanto, sempre nossa consciência será melhor quando nos interiorizamos mais, ou melhor dizendo, quando afastamos um pouco o véu que esconde a consciência. 

      Sendo a mente concreta ainda do plano físico, mesmo assim está mais próxima da mente superior que não pertence ao físico, mas tem grande influência sobre a mente concreta, a mente comum. Outra prova do valor da Consciência no ser humano pode ser entendido se analisarmos os animais que, mesmo com sentidos muito mais evoluídos que os nossos, são ainda inferior, não existe consciência mental igual à nossa, a física prevalece.

      A falsa concepção de Consciência leva a criatura a ignorar e até  a repelir conceitos verdadeiros. Isso bloqueia a possibilidade de atingir-se níveis mais elevados de consciência e, com isso, fica o ser humano sem poder usar preciosos recursos que podem libertá-lo das limitações dos sentidos e lhe dar maior plenitude de ser. 

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa

 continua...
      


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Consciência - Parte II












A Unidade na Multiplicidade 

Apesar da multiplicidade de planos na manifestação e das variedades mesmo dentro de cada plano, tudo é expressão da Única Consciência Divina.

     O que chamamos véus são aspectos diferentes de manifestação de cada plano. A grande dificuldade no estudo do ocultismo é justamente a tendência da mente em separar os planos e desassociá-los da Consciência Única que atua através deles. Isso é impossível de ser tanto como é impossível dissociarmos as cores da luz branca que produz essas cores e a sustenta. É como tentar separar o arco-íris do sol, que é a sua fonte.

     É de fato um conceito muito difícil para a mente humana, devido justamente aos véus encontrados em cada plano, mas mesmo não entendendo, deve-se considerá-lo como uma preciosa CHAVE para poder-se desvendar plano por plano a mesma Consciência que se manifesta.

     O conceito da Unidade Plena e Absoluta não pode ser abandonado jamais se a criatura quer realmente se situar dentro da manifestação e encontrar a sua natureza Divina. O conceito dualista serviu muito bem quando a humanidade estava ainda na sua adolescência. Hoje nem as crianças aceitam a idéia de um criador distante e indiferente para com suas criaturas. Os ensinamentos sempre existiram através dos grandes mensageiros, mas por motivos os mais variados e, inclusive por interesses pessoais, foram omitidos.

 

A criatura e sua consciência – obstáculos


      Mas, qual seria a posição do ser humano diante desse emaranhado de véus e planos que confundem a mente devido às múltiplas variantes que apresentam? Com um pouco de lógica chega-se a uma dedução: a própria criatura entre todos os seres existentes é o melhor dotado neste planeta, é a melhor obra que podemos perceber, com nossos limitados sentidos. E, se queremos aprender para evoluir, o melhor livro que existe somos nós mesmos. É evidente que todos os recursos, pesquisas e ensinamentos são preciosos, mas só se forem usados como meios para nos aprofundarmos melhor em nós próprios. O corpo de cada um de nós é o melhor laboratório para nosso aprendizado, caso contrário, não estaríamos nele.

     Se um aluno está em determinada classe da escola, é lá que deverá estudar e aprender. Os recursos vêm de fora da sala de aula, livros, quadros, mestres, etc., mas são apenas meios. A finalidade á a aplicação dos conhecimentos nas tarefas da classe.

     Desse modo, cada um de nós está dentro de seu próprio e individual laboratório de trabalho. Nessa oficina estão os recursos para nossa evolução. Precisamos conhecer esses recursos para usá-los adequadamente. Se nada fizermos em nós mesmos e ficarmos apenas preocupados com o lado de fora da sala de aula, com a paisagem, as brincadeiras do recreio, com toda a certeza repetiremos o ano, seremos reprovados e voltaremos como repetentes a ocupara a mesma sala ou o mesmo corpo físico até que mereçamos uma sala mais evoluída com maiores recursos, ou seja, um corpo melhor dotado. Portanto, de pouco valem todos os recursos ou meios que possamos acumular em nossa volta se isso não for usado em nossa oficina interior para um trabalho de transformação evolutiva. 

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Consciência - (Parte I)


O que se entende vulgarmente por consciência


      Existem duas linhas de interpretação do que se chama Consciência. Uma é  a científica, que diz que é consciente aquele que está  de posse de suas faculdades mentais e consegue se relacionar com o meio ambiente, e qualquer outro estado fora deste seria o de inconsciência, como o sono, o desmaio, o transe e outros que impeçam qualquer relacionamento com o mundo exterior. Vemos que este é um modo muito limitado para definir consciência sob o ponto de vista filosófico.
      O outro modo é o mais popular e tem um sentido mais espiritual, como por exemplo, quando alguém diz que lhe dói a consciência, ou que deve ouvir a voz da consciência, ser consciencioso, ou que fulano não tem consciência. Esta maneira de ver a Consciência, apesar de ser bem simples, é a que está mais de acordo com a realidade. O outro conceito é puramente material e limitado aos conceitos materiais.

 

O que se deve entender por Consciência


      No ocultismo, não existe uma definição para Consciência. Isso se deve ao fato de que Consciência é uma das três características do Ser Único e Absoluto – SAR – CHIT – ANANDA: Ser – Consciência – Bem-aventurança, ou Felicidade. Portanto, ao se referir à Consciência da criatura humana, está se referindo à própria Divindade existente no ser humano. Mas esta Pura consciência, apesar de ser Real, está como que encoberta, ou melhor, está velada. Isso não quer dizer que esteja completamente anulada pelos véus que a escondem, pois está atuante na criatura apesar dos obstáculos. E a prova disso é que as pessoas comuns, sem qualquer conhecimento oculto, sentem e demonstram essa realidade quando se referem à sua própria consciência. 

Os véus da Consciência 

      (Adi, Anupadaka, Nirvânico, Búdico, Mental, Sub-astral, Físico) 

      Todos os estudantes de ocultismo por certo já ouviram referência sobre os Sete Planos onde se manifesta a Pura Consciência do SER. Cada plano tem o mesmo efeito de um véu ou de um filtro. O sétimo e último véu é o plano Físico, sendo o mais denso de todos e o que mais a encobre. É um estado vibratório da Consciência, dos mais baixos. A ciência prova hoje que matéria é energia concentrada, qualquer material, seja qual for, é energia diferente em diferentes graus de concentração. A bomba atômica é um exemplo disso: é a liberação total da energia contida em certo tipo de matéria física, as usinas nucleares já liberam energia de um modo controlado. E não precisamos ir muito longe para compreender isso. Temos exemplos mais simples no dia-a-dia. Isso é apenas para ilustrar e exemplificar o efeito do plano como um Véu sobre a Consciência. A condição material encobre por sete vezes a Consciência do mesmo modo como o espaço ocupado por uma mesa, sua forma, cor, tamanho, peso, valor, etc., é um véu que encobre a percepção da energia que ela é realmente. Do mesmo modo que a energia é um outro véu sobre outra realidade. 

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A grande ilusão (Parte II)


A história da cobra da ilusão demonstra como a verdade pode ser coberta pelo poder da ilusão. Podemos aplicá-la para entender como nosso ego humano age para encobrir a realidade essencial e central que somos (/) No desenho da Ilusão do Ego vemos como nossa “realidade” individual, virtual e imaginária é formada e sustentada pelos reflexos das informações dos sentidos exteriores. A camponesa, a dona da casa, pode representar a nossa mente – ou espelho mental móvel – voltada para as aparências. Uma realidade – a corda – transformou-se em uma ilusão – a cobra. Esta falsa imagem foi projetada para fora, passando pelo corpo emocional, e movimentando a memória e comandos cerebrais para ações físicas: palavras, gestos, expressões, etc.

Foi criada, assim, uma reação em cadeia: os vizinhos da camponesa, contagiados pelos seus gritos de desespero, acreditaram na ilusão da cobra. O instinto de preservação prevaleceu sobre a lógica, o raciocínio, o discernimento.

Quantas calamidades acontecem na humanidade quando há uma reação em cadeia da mente, das emoções e ações físicas descontroladas. Por exemplo: num cinema lotado, alguém grita desesperado: FOGO. Ninguém para um instante para pensar se é fogo ou não, onde é e como fazer para resolver o problema. O instinto é ativado e o desastre acontece. Se observarmos no dia a dia notaremos nas pessoas atitudes instintivas e reativas que podem produzir efeitos em quem estiver próximo. 

Aí a necessidade da atenção e conhecimento. É o exemplo da nossa história, do marido da camponesa, que até pensou no pior pelo grande alarido, mas pelo conhecimento, venceu a resistência da maioria e com a luz da razão (o archote) entrou na casa escura (ignorância da mente) e retirou a ilusão do ego, a falsa cobra e a verdade (a corda) apareceu.

Todos nós já passamos por situações difíceis na vida por sermos envolvidos por ilusões de nossas identidades virtuais e imaginárias. O auto-conhecimento de uma identidade mais profunda e real pode revelar um mundo individual e exterior diferente do trivial, corriqueiro e sustentado pela maioria como “normal”.

Os desafios são grandes. O primeiro é conosco mesmos, procurando mover nosso espelho mental sempre focado em sensações externas, mudando-o aos poucos para focar para nosso interior, onde está nossa real identidade (?). Este trabalho pode ser facilitado pela meditação do auto-conhecimento Quem Sou Eu?
Quando nossa mente receber as primeiras luzes do Eu (?) poderemos conhecer melhor nossa casa por dentro (corpo – memória – emoções – mente) e saber como torná-la melhor e harmoniosa.

O segundo desafio é contrariar a maioria presa à ilusão do ego (os vizinhos da camponesa). São todas as pessoas com quem nos relacionamos, ainda escravizadas pela ilusão do ego e que realimentam o círculo vicioso onde a mente está sempre focadas nas sensações dos cinco sentidos. Temos que nos relacionar e investir em amizades que possam somar para que um círculo virtuoso incentive nosso auto-conhecimento para a Verdade e para a LUZ. Estudos e troca de informações ajudam muito, mas a vivência no dia a dia com atenção, concentração e reflexão é indispensável. Temos a nosso dispor o melhor campo de aprendizado do mundo: nós mesmos (ver o texto O Tesouro Oculto).

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa 




sexta-feira, 10 de julho de 2015

A grande ilusão (Parte I)

Certo dia, ao entardecer, uma camponesa chegava à sua choupana. Ao abrir a porta e acender uma lamparina, percebeu, na penumbra, em um dos cantos, algo diferente e estranho. Apavorada, saiu rapidamente gritando:
Socorro, uma grande cobra, me ajudem!

Os vizinhos rapidamente acorreram ao chamado. Vieram armados com paus para enfrentar a grande serpente. Agitados, formaram um grupo diante da choupana, mas ninguém se atrevia a entrar. Chegou então o marido da apavorada camponesa. Pelo grande alarido, pensou no pior. Informado dos fatos pela esposa, muniu-se de uma grande tocha acesa e entrou na casa, apesar das advertências dos amigos.

A expectativa era grande, diante do silêncio dentro da casa. Surge então o homem na porta, arrastando algo. Todos recuam e ele atira diante deles um grande e grosso pedaço de corda.

Eis a grande “serpente”, a corda que comprei hoje à tarde para o meu serviço.

Quantas “serpentes da ilusão” nos atemorizam a vida por nos deixarmos envolver pela falsa aparência das coisas. É necessário discernimento para não sermos vítimas do pânico que envolve a maioria (a camponesa e seus vizinhos) e coragem para enfrentar os fatos com sabedoria (o marido da camponesa com a luz).

Enquanto a verdade não aparece, a ilusão mentirosa prevalece. Uma mentira, por mais fantástica que seja, e por maior que seja o número de pessoas envolvidas, não tem auto-sustentação e desmorona diante da Realidade que é auto-sustentável. A “corda” da nossa história continuou sendo corda mesmo quando a imaginação distorcida via nela uma serpente.

A ilusão necessita ser alimentada para parecer “realidade”. A mentira também precisa de muita astúcia e empenho para continuar, até que surja a Verdade para destruir a farsa.

Cabe aqui uma pergunta: em que nos empenhamos em nossa vida, em nosso dia-a-dia? Alimentamos inverdades por medo, comodismo ou interesses escusos, ou temos a ousadia de contrariar a maioria, expondo fatos verdadeiros?

Já disse Alguém, hoje pouco lembrado: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Queremos realmente esta liberdade? Ou deixaremos a mentira, os mentirosos nos manipularem para seus fins egoístas e inconfessáveis? Temos humildade para compartilhar nossas “pequenas verdades” em busca de Algo Maior.

Discernimento, cooperação e humildade podem ajudar-nos a ver o falso, e então o Verdadeiro aparecerá. A decisão é de cada um, mas o resultado é para todos. Faça uma escolha consciente.


Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa


segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Tesouro oculto!

Conta uma parábola cristã: “O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido em um campo. O lavrador o descobre e, extasiado pela sua imensidão e esplendor, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo, tomando posse do fabuloso tesouro”. (Mateus, 13:44)

Um ensinamento oriental, mas convergente, complementa: “Aquilo que chamas corpo ou teu eu pessoal é o Campo e quem o conhece é o Conhecedor do Campo. A Maior Sabedoria é o discernimento entre o Campo e o Conhecedor do Campo”. (A Canção do Senhor – Bhagavad Gita, 12:1-1-2-3).

É uma constante em todos os tempos nos ensinamentos espirituais da humanidade, a indicação para a busca interior, para o essencial, para a alma. Muitos instrutores, em diferentes épocas e de muitas maneiras, têm apontado para a mesma direção, de modo convergente, para dentro. “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo”, já ensinava Sócrates, filósofo antigo. O que se oculta em cada criatura e que é de tão grande valor?

Nossos meios de percepção são impróprios para esse conhecimento, pois usam os cinco sentidos físicos que só percebem o que é exterior, o que chamamos de realidade concreta. E, como conseqüência, investimos o tempo todo naquilo que vemos, tocamos, ouvimos, cheiramos e degustamos. Jesus já ensinava que muitos tendo olhos, não vêem, e tendo ouvidos, não entendem.

A humanidade é afetada pela carência de valores interiores, pois mesmo satisfazendo os sentidos exteriores nas sensações do mundo, falta Algo para uma Real Felicidade. Será esse tesouro escondido em nós mesmos que nos faz tanta falta? Mas, como conquistá-Lo se desgastamos tanto nossas energias na procura de bens exteriores? Existe um círculo vicioso que envolve a humanidade e é alimentado de muitas maneiras: pela educação materialista, pela propaganda enganosa, pela competição brutal pelo poder material que massifica e oprime o ser humano, obrigando-o a ser um objeto de consumo descartável.

Sempre existiram ensinamentos convergentes para a libertação, se soubermos compartilhar idéias, sem preconceitos religiosos, raciais, nacionalistas, políticos, se soubermos resgatar a fé dos povos nos Mestres para o caminho interior que conduz ao Tesouro Oculto de cada um de nós.

Os desafios são grandes, mas a recompensa é muito maior. A serpente da
Ilusão deve ser desmascarada. Os donos da verdade, ser destronados. Deve-se contrariar a maioria acorrentada na Caverna de Platão para passar pela Porta Estreita. É necessário vencer o temor pela força do amor. Saber valorizar as convergências que somam e unem, desconsiderando as divergências que dividem e enfraquecem.

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa 







sábado, 13 de junho de 2015

Auto-conhecimento (Parte II)

1.F ase mais superficial, material, imediatista. Nome, família, condição social, profissão, etc. Impera o instinto de preservação, segurança, integridade externa. Fase onde imperam os cinco sentidos. Dimensão onde interagimos naturalmente e é realimentada e sustentada como prioritária a qualquer custo, motivo quase único da grande maioria. Características humanas: individualismo egoísta, dualidades conflitantes, competições desgastantes. Estados de consciência: prevalece o mental inferior comandado pelo emocional instintivo, com pouco ou nada de auto-conhecimento.


2. Fase de auto-conhecimento mais interna. Temperamentos diversos. Melhor grau de percepção do físico, emocional e mental. Conhecimento de suas possibilidades e limites. Fase de auto-conhecimento geralmente despertada por impactos quando há crises de saúde física, emocional e mental. Características humanas: melhor compreensão dos semelhantes, começo da solidariedade mesmo que ainda dualista, auto-estima, respeito, humildade e busca de outros valores. Estados de consciência: um pouco de reflexão sobre a realidade pessoal ainda atrelada ao ego humano. Início do auto-conhecimento mais profundo e procura de recursos apropriados como estudos, meditação, compartilhar de experiências, etc.


3. Fase de percepção do EU Maior, Consciência. Observador da realidade individual limitada e da Realidade Maior envolvente onde vivemos e interagimos. Percepção das limitações das fases anteriores, dominadas pela ilusão dos sentidos. Auxílio de níveis de consciência diferenciados e acima das duas condições anteriores. Percepção do que transcende o que é materialmente imediato. Fase difícil de comprovar cientificamente, só sinalizada por conceitos filosóficos e religiosos por uma sensibilidade acima do comum. Percepção do transcendente, do metafísico e também do imanente em cada pessoa, em cada reino. Percepção da Grande Unidade onde vivemos. Características humanas: grau de integração ampliada. Compreensão do monismo universal. Compreensão dos corpos sutis, chakras, equilíbrio dos opostos (Ying – Yang, bateria). Estados de Consciência: focalização mais voltada à evolução de si mesmo e da espécie humana, em conjunto com os reinos naturais. Investimento no que é superior ao trivial, comum, corriqueiro. Estado de Comunhão com o Universo pelo essencial, pelo espiritual, transcendendo os reflexos múltiplos e aparentemente confusos e inexplicáveis.

 Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa  OK





domingo, 7 de junho de 2015

Por que meditar com o auto-conhecimento? (Parte 1)

1-Tomar  consciência, controle e habilidade para com a nossa máquina biológica humana, pouco conhecida. Usamos apenas 10% da nossa capacidade cerebral. Cada célula orgânica tem informações que dariam para escrever mil livros de 600 páginas. Nossa comunicação orgânica é uma comunhão total de informações para nossa auto-preservação.

Estamos 24 horas em companhia de nós mesmos. Quem sou? Onde estou?
Já nascemos com tudo o que necessitamos para conquistar um paraíso pessoal. Nossos talentos e oportunidades estão sempre à disposição. Parábola dos talentos e do tesouro oculto.

O que é real e permanente para cada um de nós além de nós mesmos?
Nossa individualidade nos acompanha sempre em toda nossa vida. Tudo ao nosso redor é variável, im-permanente: objetos, pessoas, amizades, bens e circunstâncias. Mas cada um de nós é o centro, o ponto de referência de tudo que nos envolve. Daí o grau de importância que justifica o auto-conhecimento em todos os níveis: físico, emocional, mental, consciência e outros mais profundos.

Quem sou eu? É o ponto de partida para qualquer intenção fora de nós mesmos. Se temos uma casa e pouco ou nada conhecemos dela, teremos poucas chances de saber o que será realmente importante para torná-la melhor, mais confortável e agradável. Nossa casa pessoal e individual (nosso corpo) é nossa moradia para uma vida toda. Não podemos trocá-la, mas podemos torná-la melhor e assim viver bem em qualquer circunstância exterior.

Deste ponto de partida fundamental depende o seguinte: Onde estamos? O meio onde interagimos, nossos relacionamentos em todos os sentidos – familiares, sociais, raciais, religiosos, nacionais, etc. – onde poderemos encontrar os recursos para o nosso auto-conhecimento.

2. Descobrir e superar traumas, resistências e condicionamentos que bloqueiam nossa Evolução. A ilusão do Ego (desenho)

3. Encontrar o equilíbrio entre nosso eu pessoal externo, que atua no mundo material, e o nosso Eu Essencial. Ver Energias de Sustentação. Conseqüentemente, podemos superar conceitos errôneos que nos separam de nossos semelhantes, sejam eles raciais, religiosos, políticos, sociais, sexuais etc.

4. Compreender a realidade múltipla e diversificada em nós, em nosso redor, e em todo o planeta. É um fato concreto e natural na evolução do planeta. É onde devemos viver em harmonia, na espécie humana com os reinos que nos envolvem. Diversidades compartilhadas e convergentes são características e recursos para evolução harmônica e equilibrada, sem conflitos e destruição.

5. Crescermos em Sabedoria, Felicidade e Prosperidade, pelo auto respeito e valorização, aprendendo e praticando a lei do compartilhar para um ideal superior e universal, superando a competição egoísta que nos isola e gera conflitos. A natureza demonstra esse fato, em seus reinos mineral, vegetal e animal. Interferimos nesse processo e sofremos as conseqüências pela falta de uma sintonia criativa da vida. A Grande Unidade. Todos somos Um. Aprender a estar integrado. Transcender aspectos opostos na Grande Unidade. Ying – Yang. Os polos da bateria. 

Texto de Iran Waldir Kirchner

Foto Ilustrativa

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Energias da sustentação - Elementos na meditação (continuação)

P
 
ranayama não é um simples exercício respiratório, mas é uma prática para a recepção do Prana (energia vital básica) para que equilibre o físico, o emocional e o mental. Esses três elementos, quando não ajustados entre si, desarmonizam a criatura, alterando o ritmo cardíaco, a pressão, a digestão, os reflexos, a visão e principalmente a respiração que diminui a oxigenação do sangue, fechando o ciclo vicioso e acelerando a queima de energias até a exaustão, favorecendo assim a ocorrência da doença.

            A respiração (Sopro Divino) é a principal fonte de energias, não apenas o oxigênio, mas uma enorme variedade de energias solares que estão no ar, sustenta o ser humano que, sem isso, perece em 5 minutos.
            O Prana (Oriente), a Força Ódica (Mesmer), o Ká (Egito), o Chi ou Ki (China), o Fluido Cósmico (Kardec) referem-se à mesma energia recebida pela respiração.

            A água é o segundo elemento nesta escala, pois é grande condutora de energias positivas quando límpida, e depuradora quando é expelida retirando as energias negativas. Alguns dias sem ela é fatal. A água tem o poder de captar nossas energias, tanto as positivas como as negativas. Nosso corpo físico é formado por uma grande percentagem de água. Pela qualidade de nossa água corporal somos grandemente afetados. O cientista japonês Masaru Emoto fez uma longa pesquisa a respeito da influência de fatores externos sobre a água. Suas conclusões estão relatadas no livro “O Poder da Água”.


            O repouso é o terceiro ponto importante na manutenção das energias e recuperação física, mental e emocional. Saber relaxar e descontrair significa não desgastar-se inutilmente. Perceber e sintonizar-se com o ritmo dos ciclos é importante.

            O último elemento nessa escala é o alimento sólido, pois é possível viver sem ele muitos dias, se necessário, desde que não faltem os três principais: o ar, a água e o repouso. O máximo cuidado deve haver com a alimentação sólida quanto à pureza, ao grau de simplicidade e principalmente quanto à quantidade, pois ela necessita de muita energia para ser processada e absorvida, sendo que muitos órgãos têm que trabalhar para isso. É grande engano praticar excessos neste último elemento para compensar a carência com os três primeiros e principais. A doença física, nervosa e mental será inevitável.

            Voltando ao Pranayama, vimos que anormalidades físicas, emocionais e mentais alteram a respiração. Podemos neutralizar esses estados com uma respiração consciente. A respiração perfeita, com vibrações sonoras e mentais (mantrans) têm influência direta no físico, nos nervos e nos pensamentos. Esse é o real significado do Sopro Divino citado na Bíblia.

            Nosso sistema respiratório é um dos maiores e mais complexos do nosso corpo, não se trata apenas dos pulmões, mas principalmente de todo o sangue (3 a 5 litros) que é o maior veículo de nossas energias vitais. A prioridade desse alimento, o ar puro, é fundamental à sanidade física, emocional, mental, psíquica e espiritual, principalmente. Temos escrúpulos com a comida sólida, a última em grau de importância: primeiro o ar, em segundo a água, em terceiro o repouso e em quarto a comida. É também o último em quantidade necessária: primeiro, o ar, dezenas de milhares de litros por dia, e em quarto e último, a comida. Podemos sobreviver sem ela por muitos dias ou normalmente com apenas alguns gramas ao dia, décimos de litro; é a água que lhe dá maior volume e peso. E apesar de todas as evidências científicas, o humano é levado pela propaganda:

VIVA BEM COMENDO MUITO – BEBENDO COM MUITAS MISTURAS: ANILINAS, CORANTES, ADITIVOS, SABORES QUÍMICOS, ÁLCOOL, ETC. – RESPIRANDO PERFUMES ARTIFICIAIS, DESINFETANTES TÓXICOS, INSETICIDAS FULMINANTES, SEM FALTAR UMA ANESTÉSICA FUMAÇA DE TABACO. DURMA BEM COM CALMANTES E PSICOTRÓPICOS, AO SOM ESTEREOFÔNICO DE APARELHOS SOFISTICADOS E RELAXE VENDO IMAGENS MULTICOLORIDAS DAS INTRIGAS E DESGRAÇAS DO MUNDO TODO. 

A inversão de valores faz a troca das coisas simples, naturais e nutrientes por outras complexas, artificiais e venenosas. Deixa-se o fundamental pelo supérfluo, o interior pela superfície, a essência pela casca, o conteúdo pelo envoltório, o espírito pela matéria, o centro pela periferia. Quem só vê a cara não vê o coração.

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa

            

Energias de sustentação - Introdução




O
 assunto sobre as Energias de Sustentação parece que nada tem a ver com Meditação, mas tem. A concentração é um requisito indispensável à Meditação. Mas, concentração de quê?
                     Dos pensamentos, da mente, dos sentimentos e até do corpo físico.



Saber concentrar-se envolve o conhecimento das energias que influenciam nossos corpos: mental, emocional e físico. Com conhecimento, atenção e prática diária nas tarefas de rotina, aprendemos como usar as energias em nosso favor e não contra nós.

Outro ponto importante é saber que tudo em nós e ao nosso redor pulsa em ritmos cíclicos. Por exemplo: nosso coração tem ritmos próprios segundo as necessidades; a respiração também, a digestão, os movimentos físicos e repouso, e muitos outros. Observar o sincronismo desse ritmo cíclico é importante tanto para a vida diária como para a Meditação. Também a natureza em nossa volta tem seu ritmo bem claro: dias e noites, estações anuais, marés, fases lunares, ciclo das águas, e tantos outros que influenciam a vida.

Muitas outras energias estão presentes à nossa volta como sustentação do nosso equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual. Percebemos apenas algumas delas e damos importância mais às que despertam nossos sentidos instintivos: fome, frio, sexo, medo, segurança, paladar, olfato, etc.

A força da gravidade do Planeta Terra, que nos mantém firmes no solo, nos dá equilíbrio e coordenação física. No vácuo, sem gravidade, não teríamos existência nem evolução.
Outras energias mais nos cercam, sem que percebamos. Energias telúricas, solares, lunares e cósmicas.
Estamos envolvidos interna e externamente por infinitas formas de energias de sustentação da nossa existência e pouco ou nada sabemos a respeito.

Este novo estado de consciência nos dá um conceito muito amplo da realidade da nossa existência aqui e agora. Disso provém uma segurança e equilíbrio imensos. O medo, a insatisfação, a avidez e outras anomalias diminuem muito. Começamos a nos permitir um estado de tranqüilidade e paz para saber usar a mente, emoção e o físico a nosso favor e não contra nós. A atenção, a conscientização e vivência dessas realidades são importantes para a evolução da Meditação.

continua....


Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto Ilustrativa
            

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A grande mãe!







D a semente envolvida pela Terra
Germina a planta protegida pelo silêncio fecundo
Aquecida pelo Sol e refrigerada pela Água
Desponta para a vida com os ares da Mãe Amada.

No coração humano existe uma semente oculta
Aguardando a Luz para desabrochar para a vida
Quando a Paz envolve os sentimentos
Pode crescer e dar frutos no amor que dá guarida.

Somos sementes sobre a Terra Mãe
O Sol nos aquece e desperta para a vida
A Rainha das Águas nos cura as feridas
As Estrelas nos guiam para a evolução.
E o Mestre nos ensina a crescer com retidão.

Rainha das Águas, és mãe zelosa
Que envolve seus filhos com matas verdejantes
O Sol, a Lua e as Estrelas nos guarnecem
Para crescermos na Luz, Paz e Amor que todos merecem.

Somos gratos às nossas Mães Queridas
Que no caminho da vida nos guiam com atenção
Elas nos acolhem nas nossas dores e lamentos
E seus ensinamentos podemos aceitar ou não.

O que poderemos querer mais nesta existência,
Onde muitas Mães nos envolvem e sustentam?
Poderemos até ser filhos ingratos e queixosos
Mas a Grande Mãe Natureza nos dará guarida e alento.

Caminhamos com carinho sobre a Terra que nos apóia
Respeitemos as plantas que nos abrigam e alimentam
A cada inspiração e a cada gota d’água, sejamos gratos
São as mãos da Grande Mãe da vida que nos acalentam.

Senhoras, hoje é seu dia de festa e gratidão
No cuidado e zelo pelos seus filhos
Que nas suas mãos vão crescer e aprender a caminhar
Seguros com a proteção do Mestre na União.

Se os filhos reconhecem ou não
Seu carinho, amor e esforços
Não se lamentem em qualquer situação.
Confiem na Mãe Divina que nos acolhe
No seu Infinito Coração.

Somos irmãos na jornada da vida
Sustentados, alimentados por muitas Mães
Confiemos, estamos todos amparados
Pela Rainha das Águas
E onde nossos pés estejam nesta Terra Sagrada.

Louvemos nossa Mãe das Matas Verdejantes,
A Mãe dos Ares que a todos envolve,
A Mãe Lua que nos inspira
E a Sagrada Estrela que nos guia.

Texto de Iran Waldir Kirchner

Foto Ilustrativa

terça-feira, 28 de abril de 2015

Valores da vida!



Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as observa, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa e ela não caiu; pois estava edificada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as observa, será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e foi grande a sua ruína. (Mateus 7: 24-27)

Os termos casa, campo, terra, etc. são usados em parábolas, tanto no cristianismo como em outras religiões, relacionando-se com nosso corpo com tudo que ele contém. (Ver Tesouro Oculto, Orar, Parábola da Semeadura).

Desde que nascemos, estamos ligados a nossa casa biológica, nosso corpo, com capacidade, talentos etc. Quando crianças essas são potencialidades latentes que vão sendo desenvolvidas ou edificadas no decorrer de nossa vida. Hoje, damos muita atenção à educação e à saúde como algo básico para construir, edificar nossa casa biológica. É o que temos como realidade imediata e constante ao nosso dispor: um veículo completo para a caminhada evolutiva da consciência no ambiente onde estamos. Podemos viver focados constantemente no exterior, mas o instrumento para esse relacionamento de interação é a casa corporal com os meios que tem. Se ela foi construída solidamente sobre a rocha (valores) poderá resistir às intempéries do caminho sem desequilíbrios. Somos os planejadores e construtores de nós mesmos e a todo momento estamos 24 horas por dia diante dessa tarefa, mesmo quando dormimos.

Ser semelhante não significa ser igual. Somos diferentes. Isso é uma característica da Natureza – diversidade, multiplicidade – e assim Ela evolui no mineral, no vegetal, no animal e também no homem.
Mas, como viver e evoluir nesse meio natural aparentemente caótico e tão diversificado?
Gostamos de padronizar tudo, de uniformizar, de igualar, pois isso nos traz uma aparente segurança.

Mas, nós mesmos somos variáveis na nossa individualidade. Como crianças, como jovens, como adultos, cada fase tem suas semelhanças, mas com grandes diferenças. Mas, isso é Evolução que não é estática, mas dinâmica. A Natureza levou milhões de anos para evoluir seguramente e o homem está transformando a si mesmo e ao seu redor em pouco tempo. Será esta transformação uma evolução natural e segura, ou temos que rever alguns conceitos da espécie “homo sapiens”? (Ver Antropocentrismo) Como será o Planeta daqui 100, 200, 300, 1.000 anos?

Estamos construindo nossa casa biológica e transformando nossa casa planetária sobre valores firmes ou sobre a areia movediça?

O ego humano muito superficial se ilude com o imediatismo das sensações (Ver Auto-conhecimento e Ilusão) e não se interessa por conseqüências futuras, justificando-se que não estará mais presente para sofrer. Mas, atualmente sofremos o resultado da atuação humana do passado: quantos desertos já foram paraísos exuberantes de riquezas vegetais, minerais e animais? Quantos povos e culturas importantes foram dizimados pela insanidade humana?

Um mínimo de coerência nos faz questionar as qualidades do reinado do “homo sapiens” e fazer uma avaliação individual e global do presente para o futuro. (Ver O Bem e o Mal). As gerações futuras vão nos cobrar o nosso posicionamento de hoje. Podemos até descartar a responsabilidade para os governantes do coletivo, mas estes são fundamentos e princípios formados por indivíduos. Sejamos coerentes: nossa casa biológica tem resultados primeiro em nós mesmos – saúde mental, emocional e física. Depois influencia o meio onde vivemos e ele nos retribuirá em proporções multiplicadas.
Seja coerente. Sua atitude é importante para todos.

Texto de Iran Waldir Kirchner

Foto Ilustrativa

sábado, 21 de março de 2015

A Ilusão do ego pelo auto-conhecimento!

Por questões didáticas, separamos em círculos concêntricos para visualizar e entender cada parte do nosso eu pessoal ou ego. Na realidade, não existe separação entre elas, pois formam uma unidade pessoal bem coesa que interagem entre si e dão como resultado determinados estados de ser em nós mesmos. Esses estados de ser são muito variáveis em cada um de nós e dependem do comportamento e condições de cada faixa corporal atuante.

Pelo grande domínio que nossos cinco sentidos sempre ligados ao exterior têm sobre nós, parece impossível fechar as janelas de nossa casa e examiná-la como ela está por dentro. Tornamo-nos viciados e polarizados pelo externo. Descuidamo-nos de nossa fabulosa máquina biológica interior e só lhe damos atenção quando ela dá sinais de pane: dores, aflições, traumas, questões existenciais, etc. Aí então procuramos especialistas para remediar a situação. A prevenção pelo auto-conhecimento não nos parece prioritária e pagamos bem caro por isso. O caos na saúde pública é prova incontestável.
Esse vício desequilibrado pelas sensações dos cinco sentidos é o que vamos tentar entender para poder nos corrigir.

O que entendemos do fabuloso mundo exterior que nos rodeia e tanto nos fascina e domina? Entendemos primeiramente pelas informações recebidas pelos cinco sentidos, que, pelas suas limitações e variações costumam nos enganar e confundir. Essas sensações condicionadas são gravadas em nossa memória cerebral, onde outros dados, como as emoções, são acumulados desde que nascemos.

Esse banco de dados é imenso e pode ser acessado pela habilidade que cada um de nós desenvolveu.
Nossa capacidade mental de raciocínio, lógica e discernimento irá usar as informações cerebrais para planejar, decidir e comandar ações segundo o quadro mental formado. Esse quadro mental é um reflexo, uma projeção de informações presentes e passadas dos cinco sentidos e as emoções relativas.

Essa tela onde tudo isso é projetado como num filme dinâmico é a realidade individual própria, pessoal e distinta. Mesmo irmãos gêmeos, criados juntos e no mesmo ambiente, terão realidades distintas. Conclui-se que nossas realidades individuais são VIRTUAIS – IMAGINÁRIAS – ILUSÓRIAS. Interagimos com o Mundo Exterior e entre nós, baseados em nossa imaginação própria. No desenho, vemos que nossa consciência central (?) vai decidir uma ação, segundo o quadro mental do momento, passando pelo estado emocional (e + moção/motiva a ação) para depois haver o comando cerebral que irá atuar nos órgãos de expressão física: fala, gestos, olhares, movimentos – para interagirmos no meio onde estamos. Esse processo é tão rápido e automático que nossa consciência (?) não sabe avaliar corretamente cada informação que vem do exterior e pesar a sua reação para o exterior. É um processo quase instintivo com pouco discernimento e auto-observação.

O começo do auto-conhecimento necessita manter a consciência atenta e concentrada neste processo interior. Para isso, temos que fechar as portas e janelas de nossa casa pessoal (cinco sentidos) e acender a luz da razão e do discernimento interior e assim começa a auto-percepção e compreensão de nossa fabulosa máquina biológica. Um novo estado de consciência começa e veremos a VIDA de modo consciente e não reativo como antes.

Vamos valorizar a VIDA a partir de nós mesmos, nos conhecendo melhor, retirando os bloqueios e traumas que nos machucam e desvalorizam. Assim, podemos nos AMAR e AMAR NOSSOS SEMELHANTES.

Texto de Iran Waldir Kirchner
Foto ilustrativa


sexta-feira, 6 de março de 2015

Orar !

Do termo ORO – expandir, abrir-se. Mas é um abrir-se para dentro e não esperar que algo de fora apenas possa acontecer. Podemos usar recursos exteriores para a oração: um local apropriado, figuras ou imagens, velas, incenso, luzes coloridas, fundos musicais, vestimentas, oferendas, leituras repetitivas se desejarmos. “Tu, porém, quando orares, entre em teu quarto e, fechada a porta, ora a Teu Pai que está em secreto; e Teu Pai, que vê em secreto, te retribuirá.” (Mateus Cap. 6, v. 6)

Jesus sempre orava e ensinava em lugares abertos, campos, colinas, à beira mar e pouco em templos e moradias. Dizia que Ele mesmo não tinha onde repousar o corpo. Seria uma contradição interpretar ao pé da letra sua orientação de como orar. Assim quem não tem casa não poderia orar. Mas, temos que entender com profundidade a simbologia de sua parábola.

Para a concentração em nosso íntimo, em nossa essência espiritual que nos liga a essência da Criação que tudo invade, é mais lógico e verdadeiro, fecharmos as portas e janelas de nosso corpo, nossos sentidos exteriores para focar nossa mente com atenção, concentração e profundidade em nós mesmos. Parece algo impossível esta reflexão interior pelo fato de estarmos viciados mental e emocionalmente nas informações dos cinco sentidos exteriores: visão, audição, tato, olfato e paladar. Paramos para refletir quando temos problemas de foro íntimo mas logo voltamos à rotina dominante. Isso não significa que nos alienamos dos sentidos externos mas que podemos educá-los para que não atrapalhem e até possam ajudar em profundas reflexões. Por exemplo, termos sempre à mão algo apropriado para isso como um rosário para orações, um livro de bolso, a figura de um mestre ou santo, um ornamento com simbologia apropriada, música, etc. Alguns minutos alternados no dia a dia são treinamentos para quando quisermos usar um tempo maior para oração, estudos, meditação, etc.

Todos temos à disposição elementos para nosso crescimento, tanto externo como interno. O que acontece é que polarizamos nossos talentos apenas no exterior e esquecemos o principal, o interior, onde está nossa Real identidade.
Jesus já advertia sobre isso quando ensinava “De que adianta ao homem conquistar o mundo e perder sua alma” (alma como essência, identidade Real).
Em outra parábola cristã fala-se sobre os talentos confiados ao homem. Os que aplicaram corretamente, ganharam mais e evoluíram; e quem não usou e enterrou perdeu o que tinha.
Outras parábolas são convergentes: o Tesouro Oculto, O Filho Pródigo, As Irmãs Maria e Marta.
Nos ensinamentos orientais – budismo, hinduísmo, taoísmo – temos referências semelhantes sobre a oração, a prece, a meditação, a devoção como caminhos de evolução integral do homem como um todo em harmonia com outros reinos naturais onde vive.
Veja e sinta as cores e formas mas também o Vazio entre elas, sem Ele elas não existem.
Escute todos os sons e também o Silêncio entre eles, sem Ele eles não existem.

Olhe em teus próprios olhos e pergunte: Quem sou Eu? ELE te responderá em teu coração: EU SOU. Sintonize e sincronize teu pensar, teu sentir e tua respiração no EU SOU pulsando em teu coração. Deixe que ELE te conduza.


Texto de Iran Waldir Kirchner - Foto Ilustrativa